Os 10 países mais hostis ao cristianismo

Mesquita no Uzbequistão: apesar de ser retirado do relatório, pesquisas confirmam que o país está entre os 20 que mais perseguem cristãos no mundo Créditos. Foto: Portas Abertas

Assim como a Lista Mundial da Perseguição, relatório de liberdade religiosa dos EUA aponta países em que o cristão não tem liberdade para exercer sua fé

O Relatório de liberdade religiosa lançado na semana passada pelo Departamento de Estado dos Estado Unidos aponta os países hostis ao cristianismo. Entre eles estão Mianmar, China, Eritreia, Irã, Coreia do Norte, Paquistão, Arábia Saudida, Sudão, Tajiquistão e Turcomenistão.

Todos esses locais estão também na Lista Mundial da Perseguição 2019, lançada pela Portas Abertas. Segundo o secretário de Estado dos Estados Unidos, Michael Pompeo, o relatório aponta “uma sére de abusos cometidos por regimes opressivos, grupos extremistas violentos e cidadãos individuais”.

O relatório, exigido lei nos Estados Unidos, é observado pela sua lista de “Países de Preocupação Particular, que são os infratores mais notórios, segundo o governo do país. A lei exige que o Congresso norte-americano promulgue sanções econômicas aos países da lista, caso tentativas diplomáticas não econômicas não consigam exterminar as violações à liberdade religiosas.

Para Pompeo houve ‘vislumbres de progresso’ em relação a 2018, no período coberto pelo relatório. O Uzbequistão, por exemplo, foi retirado da lista depois de libertar prisioneiros religiosos e avançar para outras reformas. Mas, para os critérios adotados pela Portas Abertas, o país ainda está em crescente perseguição, alcançando o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2019.

Segundo a organização, que apoia cristãos perseguidos em mais de 60 países, o governo do Uzbequistão tem um departamento especial para monitorar atividades religiosas e censurar literatura religiosa. Além disso, a perseguição aos cristãos no país tende a ser pesada. Houve relatos de incursões em reuniões religiosas, torturas, espancamentos, proibição de práticas religiosas e outras formas de tratamento severo para prisioneiros, os quais o governo considera “extremistas religiosos”.

O embaixador americano para a liberdade religiosa internacional, Sam Brownback, ainda destacou o Irã, a China, a Eritréia, e a Turquia. O Irã tem “um dos piores registros sobre liberdade religiosa no mundo”, disse ele, e a China “declarou guerra à fé”.

Em um comunicado divulgado na semana passada, o presidente da comissão da Liberdade Religiosa, Tony Perkins, incitou o governo a adotar uma posição mais agressiva em relação aos países da lista. “Encorajamos o Departamento de Estado a abster-se de usar sanções preexistentes ou renúncias indefinidas que forneçam pouco ou nenhum incentivo aos governos dos países designados por essa lista para reduzir ou suspender violações notórias de liberdade religiosa”, disse.

*Com informações de Portas Abertas


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