Fome na Coreia do Norte

Os norte-coreanos não tinham permissão para cultivar em suas terras, o que dificultava ainda mais a obtenção de alimentos. Foto: Reprodução

A falta de subsídios e o autoritarismo do governo faz com que a população norte-coreana sofra também com a fome no país

A situação na Coreia do Norte não é difícil apenas para os cristãos. Toda a população enfrenta os desafios de viver em um país tão fechado. Um dos principais problemas é a fome. Nos anos 1990, tiveram que encarar um período de fome intensa que matou muitos norte-coreanos. Desde então, apesar do controle da situação, a questão ainda continua muito delicada.

Durante sua gestão, Kim Il-Sung prometeu aos norte-coreanos três tigelas de arroz por dia. Essa era uma promessa grandiosa e impossível de cumprir a todos. Entretanto, o sistema de distribuição pública abastecia a população de acordo com a classificação e trabalho das pessoas. Vale lembrar que a Coreia do Norte tem um sistema de castas dos mais cruéis e rígidos do mundo. Uma vez em uma casta inferior, a pessoa é fadada a morrer nela, sem chances de subir na vida ou até ter uma alimentação digna.

Mas chegou um tempo em que a comida acabou até nos centros de distribuição. Só havia comida no mercado negro, mas os preços eram exageradamente altos. Um quilo de arroz custava nove vezes mais do que no centro de distribuição.

Quase todo ano, o país fica aquém da meta necessária para abastecer a população. Com invernos prolongados e montanhas altas, a Coreia do Norte precisa de terra para plantio, mas recusa incentivos aos agricultores e não tem recursos para custear combustível ou equipamentos agrícolas modernos.

“No inverno tudo fica congelado e não há nada para comer. O povo sofre com miséria e fome severas. A maioria das pessoas está desnutrida”, conta Jo Eun* uma cristã norte-coreana que hoje está refugiada em outro país.

Ela conta que entre 1996 e 1998, a forme realmente era severa. As pessoas começavam a ir mais longe para conseguir comida. Crianças faltavam na escola para procurar algo para comer. “Aqueles foram os piores anos. Não tinha trabalho, nem alimento. Uma noite, fui a uma fazenda estadual e roubei maças e outras frutas. Coloquei em uma sacola e carreguei para casa. Ela, a mãe e o irmão basicamente tomavam sopa de grama para se alimentar. As frutas roubadas foram vendidas no mercado.

“Na Coreia do Norte, costumamos comera arroz ou milho. Isso significava que eu não conseguiria muito dinheiro vendendo as frutas no mercado. Com o que consegui, não podia pagar pelo milho. Tive dinheiro apenas para comprar um pão. Eu queria muito compartilhar com meu irmão e minha mãe, mas estava com tanta fome que antes de ir para casa, comi tudo”, compartilhou.

AJUDE

Por conta dessa situação, a Portas Abertas providencia para milhares de cristãos norte-coreanos comida, remédios e roupas. Refugiados cristãos norte-coreanos em outros países também são beneficiados. Um cristão local declarou que “seria impossível imaginar um carro sem motor. Da mesma forma, não podemos imaginar como poderíamos sobreviver sem a sua preocupação, orientação, apoio e amor.

Sempre lembramos que vocês se importam conosco. Por meio do seu amor e cuidado, passamos por qualquer circunstância. O fato de ajudarem é a prova que Deus existe. Graças a vocês, sabemos que ele não se esqueceu de nós”, afirmou.

Colabore com a campanha de ajuda com mantimentos à Coreia do Norte

Além de comida, roupa, remédios e outros itens básicos, os cristãos norte-coreano necessitam, basicamente, de oração.

Assista (Fome na Coreia)

*Com informações de Portas Abertas


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