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segunda-feira, 30 março, 2020

“A Bíblia é o que dá a forma para o crente”

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A declaração é do presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), pastor José Wellington da Costa Júnior. Confira a entrevista exclusiva à Comunhão

Pai, esposo, avô, defensor da família e dos valores morais, instituídos por Deus, um grande líder. Seguindo o legado, ensinamentos e influência do pai, José Wellington da Costa Júnior, também é um apaixonado pelo ministério pastoral.

Pastor há mais de 30 anos da Igreja Assembleia de Deus, José Wellington, ajudou, ao longo de seu ministério, a construir e consolidar a marca da maior denominação do país. O cearesene, que aos 13 anos decidiu assumir o firme compromisso de descer as águas batismais e desenvolver o ministério.

Liderança é o seu forte. Tanto que há quase três anos está à frente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, entidade que agrega cerca de 90 mil pastores da denominação. Pastor José Wellington Júnior também já presidiu o Conselho administrativo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). E há 25 anos, lidera a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Paulo, Ministério Belém.

Prestes a concluir seu mandato como presidente da CGDAB esse ano, José Wellington conversou com Comunhão. Falou sobre sua vida, ministério e os desejos para a igreja brasileira. Confira!

Comunhão – CGADB é a convenção pioneira no Brasil, que tem a maior quantidade de ministros e membros. Como é gerir uma instituição tão conceituada sem perder a unidade e essência cristã?

Pr José Wellington Junior – Nós contamos sempre com a liderança sadia de todas as convenções que estão filiadas a CGADB, que agrega os estados do Brasil, além da boa liderança que esses pastores exercem em seus estados e suas conversões. Isso faz com que a entidade mantenha a unidade de manter-se vínculo entre as conversões e os pastores que as regem

A Assembleia de Deus tornou-se a maior denominação do país. Qual a importância histórica dela para o Brasil?

É verdade. Querendo ou não a Assembleia de Deus exerce influência sobre a sociedade. Se você fizer um apanhado das famílias brasileiras sempre vamos encontrar um membro da denominação. Isso representa que a denominação tem uma importância direta na sociedade

As Assembleias de Deus do Brasil são conhecidas como celeiros de missionários. O que é ser um coração que se doa pelo Ide? E qual a importância disso, que faz da denominação um diferencial?

A Assembleia de Deus é fruto de um trabalho de missões, pois foi fundada por dois missionários que deixaram o seu país, seus familiares e vieram para o Brasil sem conhecer o idioma português, sem conhecer a cultura brasileira. Eles vieram como homens enviados por Deus para evangelizar. Esse amor por missões faz parte do povo assembleiano. Nós temos paixão por esse trabalho, já que fomos alcançados por missionários. Então nós trabalhamos para que outros povos sejam alcançados. Nossa missão é fazer a diferença em qualquer lugar.

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Foto: Márcio Rodrigues

Qual o tamanho da influência de seu pai na sua vida ministerial, já que o mesmo, ocupou mais de 30 anos o mesmo o cargo que o senhor ocupa hoje, e um grande legado que ele construiu ao longo da vida?

É verdade, não somente pelo fato de eu ser Filho do Presidente que ficou 30 anos aí, mas nós pela misericórdia de Deus, conseguimos também assume a liderança no Brasil. Meu pai é uma referência não somente no sentido espiritual ou para a liderança do Brasil, mas para minha vida. Desde que me entendo por gente eu vi o meu pai no púlpito, sempre o vi como pastor e dirigindo igrejas. Tudo o que ele conquistou ministerialmente na Assembleia de Deus, onde tornou-se referência, eu acompanhei o seu crescimento e a consolidação de seu nome. E tenho muito orgulho disso. Tudo que eu sou, a minha formação do caráter a minha personalidade a minha maneira de ser,, o que eu trago em mim são as influências do meu pai na minha vida, não somente na área ministerial, mas também no social e pessoal.

Além de liderar a CGADB, o senhor ainda está à frente da CONFRADESP e da diretoria da igreja do Belém, onde é membro. Como projeta o seu tempo de vida ministerial?

Eu procuro dividir as atividades dando importância a elas no momento em que eu estiver nelas. Por exemplo, quando estou tratando de assuntos da CGDB, os meus pensamentos e propósitos são voltados para ele. Já quanto estou na CONFRADESP, a mesma coisa e assim por diante. Mas fora esses compromissos, eu também tenho a minha família, na qual procuro dispensar o meu melhor para eles como pai, marido e avô. Mas a gente consegue conciliar focando para a importância do momento de cada entidade.

“Tudo que eu sou, a minha formação do caráter a minha personalidade a minha maneira de ser,, o que eu trago em mim são as influências do meu pai na minha vida, não somente na área ministerial, mas também no social e pessoal”

O que seria Maturidade cristã, que o senhor tanto defende em sua conduta ministerial?

A maturidade cristã é algo que conquistamos não somente com as referências que encontramos na igreja ou na liderança. Mas vamos alcançando ao longo da nossa história, dentro da entidade, da igreja. A cada dia temos que aprender algo, pois não sabemos tudo, e precisamos melhorar. Então, cada situação diferenciada que eu vivo é uma lição, um aprendizado para mim. Entendo que a cada dia é preciso alcançar a maturidade.

O senhor cresceu num lar evangélico e aprendeu desde pequeno a defender a unidade cristã, sobretudo a família, que hoje está sendo atacada por todos os lados. Como a igreja pode atuar para defender essa área tão fragilizada?

Os pastores em geral precisam ter uma responsabilidade maior no ensino da palavra de Deus. No caso nosso, da Assembleia de Deus, somos crentes pentecostais, chamados de crentes de fogo, pois nossos cultos são chamados os barulhentos por causa do da manifestação de glória a Deus e aleluia. Mas isso não resolve. Temos de ter o hábito de ensinar a palavra. E esse ensino alcançar as famílias. Entendo que hoje, por conta das atividades, cada membro da família tem suas responsabilidades com trabalho e estudo. E por causa dessa correria, não é muito fácil ter uma família completa reunida dentro da igreja. Mas é importante trabalhar de tal forma que qualquer membro da família esteja representando ela no culto, para levar para a casa, as experiências e os ensinamentos através das mensagens que houve no culto. O segredo é o ensino da palavra de Deus. A Bíblia é o que dá a forma para o crente e a estrutura para que aquela família seja a co representante sociedade.

“A maturidade cristã é algo que conquistamos não somente com as referências que encontramos na igreja ou na liderança. Mas vamos alcançando ao longo da nossa história, dentro da entidade, da igreja”

Essa semana saiu uma pesquisa do Datafolha apontando que o número de evangélicos cresceu 31%, porém esse crescimento ainda é tímido. Qual a avaliação que o senhor faz disso?

Se nós considerarmos que no Brasil temos várias religiões, não somente o cristianismo, que estão também tendo seu espaço e crescendo, acho que é um bom percentual. Já que o país é uma nação onde as pessoas tem liberdade religiosa. Além do mais, o povo brasileiro gosta de religião. Claro que temos que melhorar muito mais. Mas estamos no caminho certo.

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Foto: Márcio Rodrigues

Quais desafios que a igreja evangélica brasileira enfrenta nesses últimos dias? E como enfrenta-los?

O grande desafio dos evangélicos hoje é a mudança da sociedade, principalmente no que se refere ao padrão moral. Infelizmente nesses últimos anos a sociedade brasileira se deteriorou muito no que se refere a conduta moral. O casamento está banalizado, o ajuntamento está comum, de várias formas e situações. Então, querendo ou não termina influenciando também na igreja. O desafio da igreja é pregar o evangelho para que almas se rendam aos pés do Senhor, vidas sejam salvas. Nosso propósito enquanto igreja é ganhar e não perder almas, independente das circunstâncias.


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