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segunda-feira, 1 junho, 2020

Douglas Gonçalves: “Fomos criados para ser cópias de Jesus”

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“Começamos devagar a transição para o online, então eu digo que Deus aumentou o volume da nossa voz, nos permitiu sermos ouvidos”

Por Victor Rodrigues

Um dos mais influentes líderes de jovens do Brasil, Douglas Gonçalves, 31 anos, traz no sobrenome um legado de peso. Desde cedo ele aprendeu observando seu pai, o pastor Josué Gonçalves, a servir o país e as nações da terra.

Casado com Valeria Gonçalves e pai da Luisa e do Davi, ele é fundador e líder do movimento Jesus Copy. Atualmente se dedica ao pastoreio da igreja local, a Família Jesus Copy, em Bragança Paulista (SP).

Após uma crescente visibilidade nas redes sociais, discípula uma nação de jovens levando o entendimento simples e inteligente do Evangelho, que pode causar poder e transformação na sociedade.

Com mais de um milhão de inscritos, o canal de streaming do ministério já atingiu diversas pessoas em outros continentes. Escritor, Douglas é autor do livro “Jesus Copy: A Revolução das Cópias de Jesus”, título que revela o seu propósito: alcançar e discipular as nações da terra. Seu mais novo lançamento é o livro “Sou Nós”.

Conheça este homem de multipapéis, que também é psicólogo e palestrante. Saiba mais sobre os bastidores deste ministério que ganhou o país. “Fomos criados para ser cópias de Jesus e nada vai nos impedir de cumprir esta missão”, esse é seu lema principal. Confira a entrevista exclusiva à Comunhão!

Você criou a “Jesus Copy”, que ficou conhecida no Brasil. Como se deu o início desse ministério?

Eu e minha esposa liderávamos os jovens na igreja do meu pai, Família Debaixo da Graça, e no final de 2011 orávamos para Deus nos dar uma direção de como explicar de maneira mais lúdica o que é ser discípulo de Jesus no ano seguinte. No final desse mesmo ano, estava em um culto e durante a pregação algumas coisas começaram a vir à minha cabeça sobre imitar, parecer e ser uma cópia de Jesus. Assim, escrevi em um papel o nome em inglês: “Jesus Copy”. Ao chegar em casa, verifiquei em um site de domínios e, para minha surpresa, o nome ainda não tinha sido registrado. Não havia nada no Facebook, Instagram e YouTube, mas por ser um termo em inglês já deveria existir esse nome. Eu sempre me perguntava por que colocávamos o nome em inglês, e um profeta disse que o ministério era para o mundo. Começamos devagar a transição para o online, então eu digo que Deus aumentou o volume da nossa voz, nos permitiu sermos ouvidos.

 

 

 

Qual o peso da responsabilidade de ser filho de uma pessoa que também é referência no meio cristão? Há um estímulo?

Sim. Sem dúvida, tem uma frase famosa que diz: “Se nós estamos vendo mais longe, é porque nós estamos de pé nos ombros de gigantes”. Eu falo para as pessoas que existem dois grandes desafios. Em um primeiro momento, é o desafio de começar a ser o primeiro cristão de uma família.

E um segundo é dar continuidade a algo. São desafios diferentes, mas os dois são muito importantes. Por exemplo, no meu caso, pegar um bastão como o do pastor Josué é um grande desafio e uma grande responsabilidade porque ele desbravou e abriu muitas coisas. Isso não pode ser desperdiçado. Porém, existe uma responsabilidade ainda maior. Às vezes me perguntam se é desafiador ser filho de pastor e respondo que o desafiador não é isso, mas ser filho de Deus. Se eu tenho que honrar o nome do meu pai, tenho que honrar mais ainda o nome de Deus. Então, ser filho de Deus é um pouco mais complicado.

 

“O grande desafio é ensinar essa geração sobre aliança, sobre casamento, sobre vida com Deus, sobre Jesus dizendo que Ele é o único caminho e não tem outro ”

 

Você participou do The Send, que reuniu uma multidão de jovens no Brasil. Acha que o evento trouxe um despertamento espiritual para missões, sobretudo da juventude cristã?

Sem dúvida, a gente conseguiu levantar essa pauta de uma forma mais intensa. Eu ouvi alguém dizendo que todo avivamento que começou e não terminou em missões rapidamente se apagou. Então o avivamento deve ser sustentável. E pergunto, por que Deus prospera alguém? Para abençoar outras pessoas. Deus prosperou espiritualmente a Igreja brasileira para abençoar outras nações. Então, chegou a hora de ir. Por muito tempo você chegava aos congressos e tinha alguém de outro país ministrando e nos ensinando. Mas chegou a hora de isso se inverter, pois o evento serviu para quebrarmos essa mentalidade de coitados, de terceiro mundo, porque os milionários espiritualmente nos dias de hoje são os brasileiros. Eu creio que o evento serviu para abrir os nossos olhos para aquilo que a gente carrega e de que o mundo está sedento.

Você virou referência para a juventude. O que está acontecendo com esta nova geração?

Em todas as gerações, você tem prós e contras daquilo que está acontecendo.
Um exemplo é a geração passada, que veio de uma grande influência do militarismo e era extremamente disciplinada. No entanto, era uma geração extremamente fria em muitas coisas. Então existia a figura do pai trabalhador que nunca deixava faltar nada dentro de casa, mas ao mesmo tempo era distante dos filhos. Já a geração atual tem um grande desafio pela frente, pois ela não quer fazer alianças e estar presa a nada.

 

Se ela quiser ir morar em outro país, ela vai e por isso não quer ter casa própria. Da mesma forma, vai começar a não ter carro, pois tem à disposição um aplicativo. Então, por que ela vai pagar IPVA? Dessa forma, é uma geração que não vai querer casar. Ela não quer fazer alianças que digam que por toda a vida vai estar ao lado de uma outra pessoa. E isso vai respingar na Igreja e em Deus, pois ela não quer fechar com o cristianismo. Acaba tendo uma outra filosofia e fica nessa sem fazer aliança.

Como ser uma influência positiva para esta nova geração?

O grande desafio é ensinar esta geração sobre aliança, sobre casamento, sobre vida com Deus, sobre Jesus dizendo que Ele é o único caminho e não tem outro. Atualmente quebraram-se todos os muros sociais, mas isso também é negativo em um certo aspecto. É lógico que vencer o racismo é ótimo, vencer o preconceito é ótimo. Mas, no momento em que falo que todas as religiões são boas e que tudo leva a Deus, tudo é maravilhoso, aí já estou passando do limite e já estou indo para um extremo de pecado, pois estou negando a Palavra de Deus. Então, nosso trabalho com essa juventude atual é voltar às verdades absolutas e irrevogáveis, à inerrância das Escrituras Sagradas, de que Cristo é o único caminho, a Bíblia é a Palavra de Deus. Esse é o nosso desafio de influenciar essa geração.

 

“Deus prosperou espiritualmente a Igreja brasileira para abençoar outras nações, então, chegou a hora de ir ”

Como se deu seu despertar para o ministério pastoral?

Com uma grande influência do meu pai. Apesar de o meu pai nunca ter me empurrado para isso nem ter me incentivado, ele nunca me desencorajou. Eu creio que ele até sonhava que eu vivesse isso, mas ele foi muito sábio em me incentivar a ser um profissional. Ele falava que eu deveria fazer Engenharia, Direito ou algum outro curso, e eu fiz Psicologia. No entanto, observando meu pai servindo a nação, aconteceu um despertar natural em mim, e também existia uma liderança natural, pois sempre trabalhei com as crianças, juniores, adolescentes e depois com os jovens. E você nem percebe, e o próprio Deus vai te envolvendo, e de repente você se apaixona por aquilo e não se imagina fazendo outra coisa. Mas eu creio que foi uma influência muito forte dentro de casa.

 

“Às vezes me perguntam se é desafiador ser filho de pastor e respondo que o desafiador não é ser filho de pastor, mas é ser filho de Deus ”

 

Quais são os seus projetos?

Estamos entendendo que Deus deseja que nós plantemos igrejas em outras nações. Atualmente estou liderando uma igreja em Bragança Paulista (SP), mas cremos que é uma base de treinamento para plantarmos igrejas em outras nações. Nós sonhamos com a Ásia e provavelmente o primeiro passo que vamos dar é em Portugal. Pois o Jesus Copy como movimento digital já chegou a esses lugares e já alcança os brasileiros lá e também pessoas de língua portuguesa. Por exemplo, Angola é um lugar onde nós temos um grande acesso, então, provavelmente, nosso próximo passo será enviar líderes para lá e começarmos um movimento de igrejas.

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