22 C
Vitória
quarta-feira, 25 novembro 2020

Anajure oficializa apoio a André Mendonça ao Supremo

Leia também

Aras vai ao STF contra licença para mãe adotiva e biológica

As adotantes terão 120 dias de licença, prorrogáveis por mais 45 dias, se a criança tiver até um ano de idade

Pazuello desvia de perguntas sobre testes que irão vencer

O RT-PCR é um dos exames mais eficazes para diagnosticar a covid-19, além de ser importante ferramenta de controle da pandemia

Alívio nos preços do arroz no início de 2021, diz Ipea

O governo federal liberou a importação de 400 mil toneladas de fora do Mercosul com isenção da Tarifa Externa Comum (TEC)

Associação de Juristas Evangélicos, Anajure, espera que Bolsonaro cumpra a promessa que fez de nomear um ministro evangélico

Por Felipe Frazão e Gregory Prudenciano (AE)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, ganhou apoio da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) na corrida por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A Anajure indicou formalmente o apoio a Mendonça em ofício enviado nesta terça-feira, 29, ao presidente Jair Bolsonaro.

A associação afirmou, em comunicado, que Mendonça é “nome de consenso” no segmento evangélico, “goza de alta confiança e prestígio no governo e entre nós juristas evangélicos” e “mostra-se o mais consistente no atual cenário”.

“Podemos atestar que ele cumpre os requisitos constitucionais, nomeadamente o notável saber jurídico e reputação ilibada, conforme tem sido demonstrado em sua atuação como advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública. Além disso, goza do apoio das organizações religiosas, agências missionárias e instituições confessionais de ensino com as quais temos nos relacionado, sendo, portanto, um nome de consenso dentro do segmento evangélico”, afirma Uziel Santana, presidente da Anajure, no ofício a Bolsonaro.

Ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Santana afirmou que André Mendonça é hoje ‘o nome evangélico mais forte’ para o cargo. “Estamos referendando o nome dele por ser um nome que certamente vai contribuir com o País. Ele é um conservador equilibrado, tem notório saber jurídico, uma reputação ilibada. Também já tem uma história dentro do governo e é homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro e da Anajure”, disse Santana.

O presidente da Anajure disse esperar que Bolsonaro “cumpra a promessa que ele fez de nomear um ministro evangélico”. Para Uziel Santana, o endosso da associação evangélica ao nome de Mendonça será recebido “com naturalidade” pelo presidente da República. Confira a nota na íntegra da Anajure.

Antecipação da aposentadoria

As articulações para tentar emplacar o sucessor do decano Celso de Mello no STF foram aceleradas por causa da antecipação de sua aposentadoria. Ele alegou razões médicas e pediu para se aposentar formalmente em 13 de outubro, em vez de 1º de novembro, quando completará 75 anos e deveria entrar na compulsória. O substituto, indicado por Bolsonaro, deverá passar por sabatina no Senado.

A escolha do primeiro ministro do Supremo a ser indicado por Bolsonaro agita os bastidores dos poderes desde o ano passado, quando o presidente prometeu indicar um jurista conservador e “terrivelmente evangélico”. Diversos grupos do mundo político e jurídico, além dos religiosos, fazem lobby junto ao Palácio do Planalto para apresentar as qualidades de seus candidatos a Bolsonaro. Ele ainda não indicou qual seu preferido, nem precisa seguir qualquer indicação, conforme a lei.

Como mostrou o Estadão, o chefe do Executivo, no entanto, já adiantou a auxiliares que não cederá aos apelos que têm chegado ao Palácio do Planalto. Para Bolsonaro, é essencial indicar já na primeira oportunidade um nome de total confiança e alinhamento para fazer a defesa de suas pautas na Corte.

André Mendonça

André Mendonça é um dos nomes cotados na bolsa de apostas do bolsonarismo. Ele é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília, e advogado da União de carreira. Desde que se tornou ministro de Estado, ainda sob desconfiança de apoiadores mais radicais de Bolsonaro, passou a atuar em afinidade com a linha ideológica do presidente, determinando a abertura de inquérito por causa de críticas a Bolsonaro publicadas por jornalistas e chargistas. Sofreu desgaste político no tribunal, recentemente, ao ver a Corte se manifestar contra um dossiê de inteligência produzido por sua equipe contra servidores da segurança pública declarados antifascistas e vistos como adversários do governo. Embora não faça parte da Anajure, Mendonça é visto como aliado da entidade e costuma participar dos congressos anuais.

Além dele, o mais cotado é o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria Geral da Presidência, um dos mais próximos e influentes assessores de Bolsonaro. Nome de confiança do clã Bolsonaro, Oliveira foi um dos responsáveis, ainda na transição de governo, por selecionar o currículo de Mendonça para ser chefe da Advocacia-Geral da União. Fora do Planalto, a lista de apostas é mais extensa e inclui o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça João Otávio Noronha, entre outros magistrados e advogados.

Desde o ano passado, Bolsonaro já escolheu dois nomes apoiados pela Anajure para cargos do sistema de Justiça: o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o novo defensor público-geral federal, Daniel de Macedo Alves Pereira. Católico, Aras não disputou indicação internamente no Ministério Público, mas teve lobby da Anajure a seu favor depois de se comprometer com uma carta de princípios cristãos, como revelou o Estadão à época. Pereira, por sua vez, é evangélico presbiteriano e terminou como segundo colocado na votação interna entre os defensores da União. Ele também contou com apoio da Anajure ao se comprometer, entre outros assuntos, a criar um grupo de trabalho no órgão pelos “direitos do nascituro” – contra o aborto. Na prática, a associação reclama que a Defensoria Pública da União deixou de se posicionar em casos de interrupção da gravidez.

Além deles, a entidade é muito próxima ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, pastor presbiteriano que atua como conselheiro da Anajure. Isso levou a associação a sair em defesa do ministro depois de ele declarar, em entrevista ao Estadão, que adolescentes gays vêm de “famílias desajustadas” e manifestar “reservas” ao trabalho de professores transgêneros. Ribeiro virou alvo de pedidos de inquérito no Supremo por homofobia. A Anajure afirma que ele “não incitou ódio contra homossexuais e transgêneros” e que “os limites da liberdade de expressão não foram extrapolados”.

Fundada em 2012, a Anajure reúne cerca de 800 associados do meio jurídico, como juízes, desembargadores, advogados, promotores e procuradores, além de estudiosos e teóricos do Direito. Ligada a organismos internacionais de juristas cristãos, a entidade é controlada por membros das chamadas igrejas protestantes históricas, com destaque para a Presbiteriana, a Batista e a Metodista, entre outras.

Divergência

Apesar da indicação da Anajure, o nome de Mendonça não é unânime entre os parlamentares evangélicos e nem mesmo entre os líderes protestantes mais ligados ao bolsonarismo. Recentemente, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, passou a trabalhar por outro candidato à vaga de Celso de Mello no STF: William Douglas Resinente dos Santos, juiz da 4ª Vara Federal de Niterói, no Rio de Janeiro, famoso por palestras e vídeos no YouTube em que dá dicas a quem busca aprovação em concursos públicos.

Ligado à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), André Mendonça tem melhor interlocução com os evangélicos históricos, minoritários no Brasil (como batistas, presbiterianos e metodistas), do que com os pentecostais, que são maioria entre os protestantes brasileiros.

Embora sejam em menor número, os evangélicos históricos alcançaram proeminência no governo Bolsonaro, tendo em André Mendonça seu representante mais destacado. O ministro trabalhou pelo nome de Milton Ribeiro para o comando do Ministério da Educação, indicação que enfrentou resistência na bancada evangélica da Câmara dos Deputados. Ribeiro, também pastor presbiteriano, assumiu o MEC em julho deste ano.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Aras vai ao STF contra licença para mãe adotiva e biológica

As adotantes terão 120 dias de licença, prorrogáveis por mais 45 dias, se a criança tiver até um ano de idade

Facebook recorre com petição para Gilmar

A empresa brasileira explica que cuida apenas da prestação de serviços voltados à comercialização de espaços publicitários

STF anula decreto de regulamentação de lei anti-homofobia

Cármen Lúcia lembrou ainda que Supremo reconheceu o dever constitucional de punição de condutas discriminatórias

Supremo volta a julgar se injúria racial é crime imprescritível

O caso foi pautado a pedido do relator, ministro Edson Fachin, que observou a 'acentuada repercussão social' do julgamento

Aras diz que iniciou apuração da reunião sobre investigação

A reunião contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, que defendem Flávio

1ª Turma do STF quer mandar André do Rap de volta à prisão

O novo julgamento se diferencia daquele em que o tribunal decidiu, por 9 votos a 1, confirmar a decisão de Fux, no mês passado

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

Miniconferência on-line: “Fé e Ciência para Corpos e Mentes”

Cientistas cristãos brasileiros respondem questões de fé e ciência para corpos e mentes. Tema será abordado na mini Conferência online. Saiba mais!

Seminário de ciências bíblicas em edição virtual; começa hoje

Realizado há 20 anos pela Sociedade Bíblica do Brasil, evento incentiva o estudo e capacita líderes sobre o uso da Bíblia.

Grandes artistas do Brasil no “BH profetiza”

Realizado pela cantora Camila Campos, O BH profetiza vai reunir diversos cantores, entre eles Weslei Santos, Gai Sampaio, pastora Helena Tannure e outros. Evento será transmitido ao vivo, nesta terça-feira, 17 

Conferência pastoral Fidelidade Extrema

Realizado pela Associação Evangelística Billy Graham, a Conferência começou hoje, 13 e vai até amanhã. Saiba mais!
- Publicidade -

Plugue-se

Primeira brasileira a presidir Tribunal de Apelações da ONU

“Na presidência, quero tentar honrar essa tradição brasileira de boa diplomacia, com respeitabilidade honestidade e boa-fé”, disse a magistrada

Deive Leonardo grava última série do ano: Confira!

Gravação será no dia 12 de dezembro, em São José do Rio Preto (SP). Saiba mais!

Atriz é demitida por se posicionar contra a homossexualidade

Após usar sua página no facebook para escrever seu posicionamento contra a homossexualidade, a atriz cristã foi demitida de uma peça de teatro que participaria como atriz principal. Saiba mais!

Bíblia 365! Leitura em um ano da Palavra de Deus

Editora Mundo Cristão lança "Bíblia 365", diagramada especialmente para a leitura em um ano Acaba de chegar ao Brasil a Bíblia 365, lançamento da Editora...