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sábado, 2 julho 2022

Um ministro evangélico no Supremo?

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Foto: Reprodução

Evangélico, William Douglas é um dos nomes cotados para assumir a nova vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, em novembro

Com a eminente saída do ministro Celso de Mello, no dia 1º de novembro, abre-se uma vaga no Supremo Tribunal Federal, que será indicada pelo presidente da república, Jair Bolsonaro, que no ano passado afirmou “preferir ter um ministro evangélico”.

Recentemente esses rumores se esfriaram por conta da ida de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, pois havia-se a percepção de que a ida dele para o ministério era um acordo para que fosse indicado para o STF. Fato esse que foi desmentido pelo presidente da república.

Quanto o Advogado e pastor André Mendonça assumiu a pasta deixada por Moro, surgiram especulações que ele poderia ocupar a vaga no Supremo. Mas alguns conhecedores dos corredores palacianos, dão pouca credibilidade a esta possibilidade.

Juiz federal evangélico é cotado para a vaga

Outra polêmica surgiu nos último dias. O professor, escritor, palestrante internacionalmente reconhecido, juiz William Douglas, 53 anos, surge como um novo forte na corrida. Um simples rumor desse indicado ser evangélico já criou reações contundentes, se levantando contra essa possibilidade, julgando simplesmente o fato de ele ser evangélico.

Comunhão ouviu alguns especialistas cristãos sobre o tema e em sua maioria reiteraram a condição de que ser evangélico é uma condição espiritual, e que não tem haver com o currículo.

William Douglas é o mais renomado professor de concursos do país. Seu currículo, verificado, é amplamente reconhecido e suas condições como membro da magistratura o qualificam para exercer qualquer cargo.

“O ponto essencial é que o jurista tenha respeitabilidade, não importa a crença, pois o Supremo é composto por pessoas de várias crenças. É importante que se escolha aquele que tem uma tradição de ética, dignidade e testemunho, tem história de vida, com credibilidade e valores espirituais. Além de ter uma vida digna e que vai honrar o Supremo Tribunal Federal. Isso que é relevante! É precioso ter respeito e fazer a justiça da melhor maneira possível”, explicou o jurista aposentando, que é evangélico, Vanias de Mendonça.

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William Douglas é um dos cotados para assumir a vaga no STF. Foto: Reprodução

A justiça é laica

Segundo o pastor Paulo Eduardo, da Primeira Igreja Batista de São Paulo, os valores morais do cristão verdadeiro, tornam o tratado ético mais versado do que uma que não se demonstra cristã. Para ele, é importante que se tenha integridade comprovada.

“Além disso, penso que o jurista também precisa ser conservador, quanto as valores e construção do conceito de família. Claro que somos uma nação laica, mas os que são liberais, acabam se movimentando com natureza religiosa em favor de que se construa novos conceitos, modelos e moralidade. E nós evangélicos temos o direito de influenciar a sociedade para que seja praticante dos valores morais, familiares conservadores. E o ministro da justiça com essa definição seria muito bom”, afirmou.

Ouvido pela redação de Comunhão, William se sente honrado em ter o nome lembrado para o cargo no STF. E reforça: “Sou cristão e como tal me assumo, mas ao decidir os processos judiciais aplico a Constituição Federal e as leis. Não se pode usar a religião como critério para decidir. O Estado é laico”.

“Fico grato por manifestações de apoio que tenho recebido, mas esta é uma decisão exclusiva do Presidente da República e do Senado. Tenho certeza que farão uma ótima escolha”, acrescentou.

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