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quarta-feira, 6 julho 2022

Justiça determina demolição de igreja no Sudão

Foto: Portas Abertas

No último ano, templos foram incendiados, e os cristãos foram vítimas de violência física no país. Fora da capital, Cartum, a situação é pior

Por Patricia Scott 

A Justiça do Sudão determinou a demolição de parte do templo de uma igreja cristã localizada próximo à capital do país, Cartum. A construção pertence à Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão (SPEC, da sigla em inglês).  A decisão do tribunal de Cartum Bahri, no último mês, resultou no fechamento da igreja. O país surge na 13ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022, elaborada por Portas Abertas.

A ordem judicial reflete o resultado de uma disputa de anos entre a igreja de Cartum Bahri e as autoridades locais. A batalha teve início, em 2013. Na época, um comitê instalado pelo governo tentou assumir o controle das propriedades da igreja.

Para assumir a administração das igrejas, interferir na administração eclesiástica e vender as propriedades, o ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir, organizou comitês. Após o golpe de Estado de 2019, que destituiu Bashir, existia a esperança que a situação mudasse no país. No entanto, no governo de transição, as mudanças foram lentas. Aqueles que se posicionavam contra injustiças enfrentaram uma forte oposição.

A situação dos cristãos
A situação dos cristãos sudaneses, desde o golpe de 2019, sofreu algumas mudanças. Isto porque o governo mudou a política, deixando de considerar os cristãos inimigos e agentes do Ocidente. No entanto, ainda existem questões sistemáticas que afetam os seguidores de Jesus.

Vale ressaltar ainda que as atitudes sociais em relação aos cristãos não mudaram, principalmente fora da capital Cartum. Um conselheiro cristão, do ministério de Assuntos Religiosos do Sudão, em julho de 2021, foi atacado. Ele questionou a necessidade de o governo abordar questões decorrentes de propriedades confiscadas da igreja, comitês falsos e controle dos ativos da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão.

No Sudão, as igrejas enfrentam interferências do governo. Grupos ocuparam e apreenderam duas igrejas de propriedade da SPEC nos estados de Nilo Branco e Cordofão do Sul, no final de dezembro de 2021. Um líder da igreja que protestou está sendo acusado criminalmente.

No último ano, igrejas foram incendiadas, e os cristãos foram vítimas de violência física no Sudão. No entanto, os seguidores de Jesus que vivem fora da capital, Cartum, estão em maior risco. A sociedade sudanesa ainda se opõe fortemente às expressões públicas do Cristianismo.

Com informações Portas Abertas

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