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terça-feira, 23 DE julho DE 2024

Tragédias urbanas: intolerância e falta de amor ao próximo

Foto: Unsplash

Comerciante suspeito de mandar matar amante grávida, assassinato após discussão por cachorro, homem decapitado em hospital. Pastores avaliam que só o amor de Jesus pode mudar essa realidade

Por Patricia Scott

O Brasil lidera o ranking de países com mais homicídios no mundo em números absolutos, conforme o Estudo Global sobre Homicídios 2023, divulgado no final do ano passado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Somente em 2021, período ao qual se referem os dados, o país registrou mais de 45 mil assassinatos.

Apesar dos números, é chocante ver casos de extrema crueldade que acontecem Brasil afora. Nos últimos dias, a população foi bombardeada com notícias de casos que suscitam o seguinte questionamento: onde a sociedade vai parar?

Um deles aconteceu em Fortaleza (CE), na última terça-feira (23). Francisco Mizael Souza da Silva , de 29 anos, foi morto a tiro e teve a cabeça decapitada dentro das dependências do Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF). O corpo da vítima, que trabalhava no setor de alimentação da unidade de saúde, ficou caído no refeitório do hospital. O suspeito fugiu, mas poucas horas depois acabou preso. De acordo com investigação policial, o crime teria sido motivado por ciúmes.

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Em Guarapari (ES), a polícia prendeu três suspeitos de participação na morte de uma jovem grávida, de 20 anos, no último dia 19. O ex-patrão da vítima, que está preso, é apontado como o mandante do crime. Segundo a polícia, Nadyane Santana engravidou do patrão, que não aceitava a gestação. O corpo dela foi encontrado em uma área de mata da cidade.

Em Vitória, também no Espírito Santo, um advogado matou um empresário, após dicussão inicada porque o cachorro da vítima estava passeando pela rua sem coleira. 

Esses são apenas três exemplos do cenário assustador gerado pela violência. Por que o ser humano tem expressado tanta crueldade? O que está faltando à humanidade? Para responder a essas perguntas à luz das Sagradas Escrituras, Comunhão consultou líderes religiosos evangélicos.

Volta de Cristo 

O pastor Gilvam Fonseca, da Igreja Comunidade em Vila Velha, na Praia de Itaparica, no Espírito Santo, pontua que Paulo destacou a Timóteo o aumento da impiedade e da reverência a Deus, nos últimos dias. Logo, se o homem despreza o Criador, inevitavelmente fará o mesmo com o próximo. “O apóstolo falou que os homens seriam presunçosos, amantes de si mesmos, desobedientes. E por que isso? Porque a vinda de Jesus está se aproximando”.

O pastor salienta também que a violência reflete a disfuncionalidade familiar. Isso porque os indivíduos estão crescendo sem vínculos, em um ambiente de vulnerabilidade, de sofrimento, sem referência e paternidade. “A paternidade vem de Deus, e não existe paternidade sem identidade. E, sem identidade, não há missão, destino, pertencimento. Então, a violência só aumenta, porque as pessoas não têm limites, regras, ensino”.

Gilvam acredita que o que falta nas pessoas é o Evangelho, que comunica o amor do Senhor e a paternidade de Deus em Cristo Jesus. “A Palavra ensina valores, amor ao próximo, limites, honrar aos pais e às autoridades”. Por isso, o pastor considera que o antídoto para a violência é a propagação das Boas-Novas.

“Jesus é o príncipe da paz, que excede todo o entendimento. E Ele está disponível a todos. Aquele que crer pode experimentar a redenção em Cristo e uma vida no Espírito, que gera renovação da mente, o que altera o comportamento, mudando a vida das pessoas de dentro para fora”, comenta.

Jesus é o caminho 

A partir da mesma linha de pensamento, o pastor Alexander Montrezol, da Missão Ebenézer, em Vila Sônia, Praia Grande (SP), enfatiza que o grande desafio social em pleno século 21 é lidar com a intolerância das pessoas, que está alinhada a um sentimento muito egoísta, devido à falta de princípios, que leva à destruição de vidas.

“Isso está ocorrendo não somente no Brasil, mas no mundo todo”, analisa, acrescentando que “quando há o entendimento que cada um deve ser respeitado dentro das suas características, o olhar com relação ao próximo é modificado”.

Na visão do pastor, infelizmente, diante das atuais circunstâncias, a violência tende a aumentar. A resposta para o enfrentamento dessa problemática social é a Palavra de Deus. “Jesus, nos sábios ensinamentos, disse para que amemos a Deus acima de todas as coisas, com toda força e entendimento, ao próximo e a si mesmo”, prega Gilvam e emenda: “Muitos não conseguem dar valor à própria vida, então, como amarão o próximo?”, questionou.

O pastor acredita que, levando para a sociedade a ideia de que Deus é amor, certamente haverá mudança no atual ambiente de violência. “Precisamos rever conceitos e valores. É um tempo de rever também a educação”, frisa, ao ponderar que não se trata de religião, mas de Deus. “Apresentar princípios da Palavra de Deus é mostrar à sociedade que existe um caminho, que é Jesus Cristo (João 14.6)”, ressaltou.

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