Como ser bem-sucedido financeiramente

Como ser bem-sucedido financeiramente
Patricia Lages é jornalista e escritora best-seller especialista em finanças

Muitos cristãos têm comprometido seu orçamento com gastos sem controle, confundindo a fé com a emoção e comprometendo seu testemunho. Como mudar essa realidade?

Quem nunca se enrolou no cartão de crédito ou no cheque especial? Quem nunca se assustou com os juros que fizeram as contas aumentarem vertiginosamente? Se você não está nesse time, considere-se um privilegiado.

Perder o controle das contas tem sido uma constante na vida de muitas pessoas, e os cristãos não estão fora dessa triste estatística. Muitas vezes, agindo pela emoção, os consumidores passam seus cartões ou parcelam compras desnecessárias a perder de vista. Depois, esperam que Deus resolva seus problemas – aqueles que eles mesmas criaram – e quando isso não acontece,  decepcionam-se em sua fé.

Porém, é preciso separar a fé da emoção, em todos os sentidos da vida, principalmente nas questões afetivas e financeiras. Muitas pessoas têm uma fé emotiva na hora em que estão diante de uma vitrine, que as leva a pensar quase que irracionalmente – “Vou comprar esse produto, ainda que eu não possa pagar, pois Deus vai me abençoar e vai dar tudo certo”. Elas compram sabendo que seus recursos não são suficientes, apoiando-se em uma fé emotiva que não funciona.

Por outro lado, essas mesmas pessoas agem de forma totalmente diferente quando estão diante do Altar de Deus. Ao serem chamadas à fidelidade do dízimo, elas pensam: “Não posso me comprometer a dar 10% de tudo o que passa nas minhas mãos, pois esse dinheiro vai me fazer falta”. Com isso, fecham as janelas dos céus sobre suas vidas e, depois, não entendem por que Deus não as tem abençoado conforme diz a Sua Palavra. A decepção vem ao acharem que Deus vai entender o motivo de elas não terem sido fiéis, mas não é assim que as coisas espirituais funcionam.

Muitos agem de forma emocional diante da vitrine, mas querem racionalizar a questão da fé quando diante do Altar. Eles creem que o dinheiro que gastam com coisas e pessoas – ainda que seja em inúmeras parcelas que comprometerão seu orçamento por muitos meses e até anos – não fará falta. Não param para pensar nem por cinco minutos antes de passarem o cartão. Porém, diante do Altar, pensam uma, duas, dez vezes, e a conclusão tem sido a de que não creem que, se forem fiéis a Deus, Ele suprirá suas necessidades.

“Perder o controle das contas tem sido uma constante na vida de muitas pessoas, e os cristãos não estão fora dessa triste estatística”

Muitos cristãos têm usado uma matemática diante da vitrine e outra diante do Altar. Quando se trata da vitrine, não fazem contas, não ponderam se poderão pagar, se o que estão comprando é realmente necessário. Não analisam se aquela decisão fará seu orçamento ficar comprometido. Mas, quando se trata do Altar, elas fazem muitas contas. Lembram-se do aluguel, das despesas de supermercado, da fatura do cartão, justificam que não podem abrir mão do que têm – ainda que tenha sido dado por Deus – e se negam a cumprir o mandamento básico para ser bem-sucedido na vida financeira, que diz: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” – Malaquias 3:10-11.

Posso dar muitas dicas para melhorar sua relação com o dinheiro: pagar as dívidas sem cair em juros abusivos, evitar o desperdício, poupar para o futuro…. Porém, nada disso vai adiantar se a pessoa não for fiel no Altar.

Quando priorizamos e obedecemos à Palavra de Deus, Ele fica na obrigação de cumprir o que prometeu, mas o primeiro passo é nosso. Temos que entregar os dízimos e ficar na dependência dEle. E quando somos fiéis em devolver as primícias de toda nossa renda, Deus não tem outra alternativa senão abrir as janelas dos céus, afinal de contas, foi Ele mesmo quem prometeu e Sua Palavra não pode voltar vazia.

Priorize o Altar, seja fiel em devolver os primeiros 10% de tudo o que chega às suas mãos e seja generoso em fazer suas ofertas voluntárias ao Dono do ouro e da prata, pois Ele é fiel e justo para recompensar a cada um segundo a sua fidelidade.

Para dicas de finanças pessoais e empreendedorismo, acesse: http://bolsablindada.com.br.

Patricia Lages é jornalista e escritora best-seller especialista em finanças.


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