As 7 lições da crise capixaba

Que lições podemos tirar desta manifestação dos policiais capixabas?

1ª Lição: O SALÁRIO. Como a Bíblia no diz (1 Timóteo 5:18), todo trabalhador é digno do seu salário. Logo, é justo que esta classe lute para que nossos governantes entendam esta realidade e busquem uma solução. No ES, os soldados recebem um dos menores soldos entre todos os policiais do país. Isso não é justo pelo trabalho que desempenham.

2ª Lição: OS RECURSOS. O governo dizer que não tem recursos, é provável que isso hoje seja uma verdade, mas então porque não reajustaram os salários dos militares em 2012, 2013, 2014 quando a arrecadação só aumentava? Por mais que o estado esteja em crise financeira, todos sabem que o maior problema não é a falta de recursos e sim a má aplicação dos recursos arrecadados. Porque a Assembleia Legislativa continua recebendo seus recursos integrais? Porque o judiciário igualmente. Seria a AL ou o Judiciário mais importante do que a Polícia Militar ou os Bombeiros? Há outros exemplos por onde nosso governo poderia começar o corte das despesas, já que os recursos são pouco. 

3ª Lição: A INSENSIBILIDADE. A insensibilidade daqueles que deveriam ser sensíveis com a população. Sabemos que a queda do homem, mudou a natureza do ser humano, e que a linha entre a bondade e a maldade é muito tênue. Isso é básico em qualquer preparação militar. Logo nossos militares têm a obrigação em saber que a falta de uma ação coercitiva, libera o que de pior existe no ser humano.

4ª Lição: A FARSA. A simulação dos militares em não conseguir sair dos quartéis porque suas mulheres estavam na porta, é no mínimo um escárnio com nossa população. Desde quando algumas mulheres têm o poder de impedir o avanço da polícia? Minha preocupação é que abriu-se uma tremenda brecha na ação policial, ou seja, a partir de agora, a polícia será incapaz de romper qualquer barreira feita por mulheres, não importa o que elas reivindicam!

5ª Lição: O DEMÔNIO. É obvio que Deus é soberano, mas há algumas coisas que estão sob nosso controle. A Bíblia sempre nos mostra que é importante e necessário orar pela paz na cidade, pois só assim também teríamos paz. Entretanto, acreditar que existe um “demônio” ou que Satanás está por trás dessa manifestação e que essa maldição precisa ser quebrada, ultrapassa o limite da Palavra de Deus. O que aconteceu foi um erro, que levou a outro erro, que resultou em uma tragédia. Que isso nos sirva como exemplo pedagógico para que não sejamos tão imprudentes. Desta vez Satanás não tem culpa. Ele apenas se aproveitou da situação para colocar mais lenha na fogueira.

6ª Lição: A DEGRADAÇÃO. A humanidade não está evoluindo e sim se degradando. Ou dito de outra forma: nossa “evolução” e muito mais causa do medo das consequências do que de uma melhora do ser humano. Qualquer oportunidade que o ser humano tem para mostrar toda sua bestialidade, ele o faz com requintes de crueldade. De tudo que vi, uma cena me chocou. Alguém roubou uma TV e saiu da loja correndo. Foi parado no meio da rua por outro ladrão que com uma arma na mão, roubou a TV roubada! Igual na idade das cavernas.

7ª Lição: A DESILUSÃO. Não existe solução fácil, para problema difícil. A anarquia, o caos, a desordem, uma vez instalada, se auto alimenta produzindo cada vez mais anarquia, caos e desordem. Salmo 42:7 diz que “um abismo chama outro abismo”, isso acontece em qualquer área da vida. É verdade que o orgulho, seja de que lado for, sempre impede que decisões sensatas sejam encontradas ou buscadas e o que vemos, que soluções esdruxulas acabam sendo adotadas sem qualquer possibilidade de solução.

É uma pena que apesar de tantas lições, percebemos que tanto nossas autoridades governamentais, quanto nossa liderança militar, não estão interessadas em aprender, sequer coloca-las em prática. Fico preocupado, pois as consequências dessa manifestação foi cruel para tantas empresas que tiveram suas lojas quebradas, seus bens roubados, pessoas mortas. As profundas marcas ficarão por muito tempo no seio de nossa sociedade e a credibilidade nas instituições, se já não eram as melhores, tudo isso só contribuiu para colocar em dúvidas se de fato elas merecem nosso respeito.

Pr José Ernesto Conti

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