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quarta-feira, 29 junho 2022

Mutirão de oração por crianças e adolescentes vulneráveis, em junho

Foto: Marcos Otaño

“Juntos na fé somos mais fortes”: Rede Mãos Dadas realiza 26º Mutirão Mundial de Oração por crianças e adolescentes

No Brasil, 45,4% de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos vivem em situação de pobreza, segundo dados da primeira edição do Cenário da Infância e Adolescência no Brasil da Fundação Abrinq em 2021.

Em 2022 acontece a 26ª edição do Mutirão Mundial de Oração, promovido pela rede Mãos Dadas, entre os dias 3 e 5 de junho. O tema é “Juntos na fé somos mais fortes”, baseado em Atos 2. Neste ano, em que a data coincide com a celebração do Pentecostes, somos encorajados a clamar para que o Espírito Santos visite o coração de cada criança e adolescente pelo Brasil.

Mãos Dadas é uma união de instituições, igrejas e pessoas unidas pela mesma causa: promover vida plena para todas as crianças. É formada pela adesão voluntária de organizações cristãs desejosas de contribuir e apoiar as ações cristãs de resgate, cuidado, proteção e promoção das crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Unicef

De 2016 a 2020, 35 mil crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos, foram mortos de forma violenta no Brasil, uma média de 7 mil por ano, alertam UNICEF e Fórum Brasileiro de Segurança Pública Além disso, nos últimos 4 anos, 180 mil meninas e meninos sofreram violência sexual no País.

É o que revela o Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado recentemente pelo UNICEF e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com uma análise inédita dos boletins de ocorrência das 27 unidades da Federação.

Racismo e violência

A vida de crianças e adolescentes em situação de rua no Brasil é marcada por problemas como racismo estrutural, violência e baixa escolaridade. 85% deles são negros e 88% já sofreram violência nas ruas

Uma pesquisa desenvolvida pela Associação Beneficente O Pequeno Nazareno e pelo Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Ciespi/PUC-Rio) traçou um perfil com o objetivo de subsidiar políticas públicas que atendam essa população.

O levantamento apontou que 85% das crianças e dos adolescentes que vivem nas ruas são pretos ou pardos, o que reflete o racismo estrutural da nossa sociedade. 60% das crianças de rua frequentam a escola, porém, com o fechamento das instituições por conta da pandemia, essas crianças correm o risco de não retornarem ao ambiente escolar.

Em relação à violência que eles sofrem na rua, 88% dos entrevistados responderam que já foram vítimas de violência. Entre os que foram acolhidos por serviços sociais, o número é ainda maior: 97%.

O estudo entrevistou 600 pessoas de 17 cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas, São Luís, São Gonçalo e Maceió).

Por Lilia Barros com informações da Agência Brasil, Ultimato notícias e Observatório do Terceiro Setor

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