Polícia Federal interdita Porto de Tubarão

A interrupção das atividades no local foi determinada em consequência da emissão de pó preto no mar e no ar da Grande Vitória.

Na manhã desta quinta-feira (21), A Polícia Federal paralisou todas as operações desenvolvidas no Porto de Tubarão, cumprindo Mandado Judicial de Interdição expedido pela 1ª Vara Federal, em inquérito que investiga os crimes ambientais decorrentes da emissão de poluentes atmosféricos e de partículas sedimentadas, o chamado pó preto, na atmosfera e no mar da Grande Vitória. Além de paralisar as atividades, os agentes federais estão lacrando todos os equipamentos. e os detalhes da operação serão dados à imprensa em uma coletiva ás 12h30, na sede da instituição, em São Torquato, Vila Velha.

No mesmo dia em que multas mais severas para poluidores e causadores de danos ambientais entram em vigor em Vitória, com penalidades que podem chegar a R$ 50 milhões, a poluição por pó preto voltou a ultrapassar os limites permitidos pela legislação na capital capixaba e, segundo informações do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), o padrão foi ultrapassado em todas as quatro estações de monitoramento.

Na avaliação da Polícia Federal, este Mandado Judicial de Interdição representa um marco na história do Espírito Santo. A mineradora Vale e a siderúrgica ArcelorMittal que atuam no Porto de Tubarão informaram que irão apurar o fato.

Economicamente, a paralisação das operações no Porto de Tubarão traz impactos negativos. Pelo Porto de Tubarão entra quase todo o combustível distribuídos aos postos no Espírito Santo e o carvão mineral que abastece as siderúrgicas do Centro-Leste, na faixa que vai até o Mato Grosso. Além disso, pelo Porto é exportado todo o grão que vem do cerrado. Por isso, a interrupção das atividades impacta a economia de vários estados.