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domingo, 23 junho 2024

Líderes temem o fim da Igreja no Iraque

Cidade de Erbil, onde ocorreu o encontro dos líderes cristãos - Foto: Reprodução

Eles enviaram um documento às autoridades, destacando a necessidade de medidas que garantam os direitos dos cristãos

Por Patricia Scott

No Iraque, devido às violações aos diretos humanos, como também à perseguição, líderes cristãos estão receosos quanto à possibilidade de a Igreja deixar de existir. A partir dessa realidade, o número de fiéis tem diminuído, já que muitos fogem para proteger a própria vida e a da família.

“Os líderes enviaram um apelo às autoridades iraquianas. Eles contam também com as nossas orações nesse momento difícil”, compartilhou Portas Abertas. Segundo a instituição missionária, o país islâmico ocupa a 18ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023.

Vítima de sanção há alguns meses no Iraque, o pastor Louis Raphael Sako participou do encontro, que aconteceu na cidade de Erbil, para a redação do documento. “Os cristãos não se resumem a uma minoria na terra natal, uma mera comunidade ou a objetos importados. Eles têm raízes profundas no Iraque. A presença deles não acabou”.

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O documento

Divulgado no dia 28 de novembro, o documento registrou a preocupação dos líderes sobre o fim da Igreja no país. Eles ponderaram que isso pode ocorrer se medidas contundentes não forem tomadas para assegurar os direitos dos cristãos.

“Antes e depois do advento do islã, os cristãos têm um papel crucial na história do Iraque, a Mesopotâmia, também conhecido como ‘berço das civilizações’. Eles constituem uma parte essencial na herança cultural, social e nacional”, destacaram os líderes no texto.

Eles observaram ainda que “por natureza e por fé, os cristãos são pacíficos. Eles não são inclinados à violência ou à vingança, mas sim ao amor e à misericórdia”. No entanto, prosseguiram os líderes, “são sujeitos a pressão, ataques e atentados contra suas casas e propriedades de maneira cruel. Por isso, os que têm recursos optam por deixar o país para proteger as próprias vidas e o futuro dos filhos”.

Ainda conforme o documento, a marginalização dos direitos dos cristãos reflete no agravamento do processo de emigração.“Tememos que o Estado continue, ignorando as violações de direitos dos cristãos e não garanta a justiça ou a devolução dos pertences saqueados”.

O texto salienta também que os líderes cristãos já pediram mais de uma vez aos agentes de segurança local que solicitem apoio à polícia federal para retirar as Forças de Mobilização Popular (milícia Hashid). No entanto, “ninguém respondeu ao nosso pedido”.

Suspensão das festividades

Ao iniciar o encontro para a elaboração do documento, os participantes permaneceram um minuto de silêncio. Eles oraram pelas famílias das 133 vítimas fatais do incêndio no casamento em Qaraqosh. Houve também intercessão pelos feridos e mortos na Terra Santa devido ao conflito entre Israel e o Hamas iniciado em 7 de outubro.

Ao final, os líderes decidiram suspender as celebrações de Natal e Ano Novo, justamente por causa da violência nessa época de festividades. “As celebrações devem se limitar a orações e cultos nas igrejas em respeito às vítimas de Qaraqosh e da Terra Santa”.

Desse modo, “não organizaremos outros tipos de comemoração nem receberemos autoridades nas igrejas”. Após, eles oraram pela paz no Iraque e em toda a região. Com informações Portas Abertas

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