“Deus me chamou para pregar aos surdos”, diz pastor

Foto: Reprodução Facebook

Quando criança, Ronilson Lopes começou a interagir com surdos, aprendeu Libras e hoje se dedica a pregar o Evangelho para a comunidade surda

O pastor Ronilson Lopes é considerado um pioneiro no ministério com surdos. “Aos 10 anos, conheci um surdo numa festa. Ele me convidou pra ir à casa dele. No dia seguinte, conheci sua família, que era toda surda e falavam em linguagem de sinais, na época a Libras ainda não era padronizada. Fiquei apaixonado e comecei a aprender”, testemunha o pastor.

Ronilson explica que alguns sinais são icônicos, ou seja, acompanham aqueles gestos que naturalmente fazemos numa mímica, por exemplo. Já outros, são abstratos. Cada país tem seu sistema de linguagem. O alfabeto manual brasileiro veio da França. “Em 1857, um francês fundou a escola de surdos do Rio de Janeiro a convite de Dom Pedro I”, contextualizou.

“Quando cheguei à Lagoinha, em 1996, eram 12 surdos. Então promovi uma campeonato olímpico para essa comunidade em que eu já estava inserido e foram 180 surdos convertidos. Passei então a pastorear esse ministério”, conta.

Habilitação para surdos

“O surdo é nativo da língua de sinais, o Português é a segunda língua que eles precisam aprender assim como nós aprendemos o inglês, por exemplo”, conta. Ronildo explica que os surdos iam ao Detran para tirar a habilitação, mas sofriam com as “pegadinhas” do Português. Eles eram classificados como analfabetos.

“Daí fiz um projeto e levei ao Detran. Como eu era instrutor de autoescola, eu conversei com os examinadores. Consegui provar que eles não eram analfabetos e fui convidado a fazer um curso para ajuda-los. Quatro surdos montaram uma prova-piloto, adaptada para os surdos, com a qual são avaliados até hoje”, celebra.

Auxílio psicológico

O pastor Ronilson Lopes aliou sua amizade com surdos desde a infância com a experiência profissional como instrutor de autoescola e a formação em Psicologia para auxiliar pessoas que têm medo de dirigir. “Traumas da infância, perdas emocionais, tornam-se fobias ou vícios como uma forma de bloqueio. Nós trabalhamos esse psicológico na clínica e na prática, no carro”, conclui. O pastor explica que a média de êxito das pessoas que conseguem superar esse medo chega a de 70%.

Confira a entrevista


Com informações da Rede Super

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