Bispos convocam jejum pelas mortes na Nicarágua

Membros de força de segurança da Nicarágua na igreja em Masaya onde estudantes foram mortos. Foto: Oswaldo Rivas/Reuters

A convocação foi feita após a morte de dois estudantes dentro de uma igreja no país

Manágua – Pelo menos dois jovens foram mortos em um ataque de forças do governo da Nicarágua na sexta (13) contra uma igreja em Manágua, capital do país. Por conta disso, os bispos da nação resolveram convocar um protesto pacífico. Em um comunicado oficial, eles pediram para que os membros da igreja participem de um jejum na próxima sexta-feira (20)

Hoje, como nunca, os direitos humanos estão sendo violados na Nicarágua. Fazemos um apelo a todos especialmente aos policiais, militares e demais funcionários públicos que não apoiem direta ou indiretamente as ações do presidente Daniel Ortega e seu partido político”, diz o comunicado.

Mais de 260 pessoas foram mortas na Nicarágua em menos de três meses. O estopim dos protestos foi uma reforma da previdência, no dia 18 de abril, que acabou sendo revogada. De lá para cá foi criado o movimento nacional contra a violência repressão.

Igreja Católica aceitou mediar um diálogo com setores da sociedade civil a pedido do governo para superar a crise. A participação de organismos internacionais como a Comissão Interamericana da Direitos Humanos (CIDH) era um dos requisitos. O órgão, que está investigando as mortes no país, já apresentou dois relatórios. Um deles aponta que o governo nicaraguense está “atirando para matar”. Mas o governo rejeitou a conclusão dos relatórios. E alegou que foram parciais.

O secretario-executivo da CIDH, o brasileiro Paulo Abrão, tem acompanhado a situação de perto. Ele afirmou à Agência Brasil que as forças de segurança e os paramilitares ligados ao governo “atiraram para matar”. Segundo ele, ocorreram duas etapas. Na primeira, Ortega reconheceu que havia problemas e pediu ajuda apara solucionar-lós. “Nesta segunda fase, Ortega está negando os fatos e responsabiliza a violência ao confronto entre grupos a favor e contra do governo”, disse. 

*Com informações da Agência Brasil 


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