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sábado, 15 junho 2024

Sinais de depressão na infância e na adolescência

Foto: FreePik

“Essas fases são críticas para a saúde mental por envolverem grandes mudanças e transformações”, diz psicólogo 

Por Patricia Scott 

Cerca de 35% de crianças e adolescentes no Brasil sofrem de ansiedade ou depressão devido pandemia. Levantamento do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) indicou que 36% dos jovens brasileiros desenvolveram quadros de ansiedade e depressão durante a fase mais aguda da pandemia da Covid-19.

A depressão é um transtorno mental que, de acordo com especialistas, pode ocorrer em qualquer faixa etária, desde a infância até a fase adulta. Levantamento do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) indica que cerca de 35% de crianças e adolescentes no Brasil sofrem de ansiedade ou depressão devido aos efeitos da pandemia de Covid-19.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de depressão em crianças entre seis e 12 anos aumentou de 4,5 para 8% em uma década. A instituição revela ainda que, no mundo, um em cada sete jovens de 10 a 19 anos enfrenta algum transtorno mental.

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“A infância e a adolescência são fases críticas para a saúde mental, por envolverem grandes mudanças e transformações e, por isso, os pais devem sempre estar atentos aos sinais que podem indicar que a saúde mental dos filhos não vai bem”, explica o psicólogo e orientador parental Filipe Colombini.

O especialista destaca que a depressão costuma demandar atenção para ser identificada, já que, muitas vezes, os sinais do problema podem não ser tão claros. “A principal forma de identificar um quadro depressivo é ficar atento ao padrão de comportamento dos pequenos”, recomenda o especialista. “Ao conhecer bem os padrões e atitudes do filho e saber como é sua personalidade, os adultos conseguem identificar mais facilmente quebras nesse padrão, o que pode dar indícios da depressão”.

De acordo com o psicólogo, um sinal de alerta deve é quando crianças extrovertidas e com a rotina cheia de compromissos, por exemplo, passam abruptamente a preferir momentos de solidão e recolhimento. “Em caso de alterações de comportamento que sejam muito evidentes, os pais devem sempre procurar um especialista da área de saúde mental para avaliação, sem julgar ou estigmatizar o problema”, orienta Colombini.

Já no período turbulento da adolescência, quando existem alterações do humor e crises emocionais, há uma série de indícios que podem sinalizar que algo não vai bem, destaca Filipe. Como exemplo, ele enumera: falta de energia e motivação; afastamento de atividades sociais; baixo rendimento escolar; distúrbios do sono; problemas alimentares e abuso de álcool ou drogas.

“Quanto mais cedo ocorrerem as intervenções terapêuticas, assim que forem identificados os sintomas, a tendência é que o tratamento tenha um prognóstico bem melhor”, explica o psicólogo, lembrando que os adolescentes enfrentam várias situações novas, além de pressões sociais, ao se aproximarem da fase adulta. Segundo ele, para alguns, este período de transição é bastante difícil.

Filipe frisa que a participação ativa dos pais na procura por esses sinais, precocemente é muito importante, como também uma rede de apoio. “Esta rede de suporte não é formada somente por familiares, mas sim por todos aqueles que convivem com as crianças e os adolescentes”, esclarece Colombini, que finaliza: “Por isso, colegas e professores, por exemplo, podem perceber mudanças comportamentais no ambiente escolar e alertar os pais para um problema que eles talvez não tenham percebido”.

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