Confundido com traficantes no Rio, polícia atira em tenda de oração

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Helicóptero com os policiais estava o governador Wilson Witzel. Episódio foi citado em denúncia contra o governador à ONU por recorde de mortes em ações policiais. “Foi livramento”, diz evangélico

Foram dez tiros em apenas um segundo. A rajada disparada de um helicóptero da Polícia Civil perfurou uma lona azul estendida numa trilha do Monte do Campo Belo. A bordo estava o governador Wilson Witzel a bordo.

Segundo ele, era uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) para “dar fim à bandidagem”. Mas naquele momento, o alvo acabou sendo um ponto de apoio para peregrinação de evangélicos, confundido com uma casamata do tráfico. Por sorte, estava vazio, algo incomum numa manhã de sábado.

“Foi um livramento. Nos fins de semana, sempre tem alguém ali, ajoelhado junto à lona, rezando. Faz parte da nossa peregrinação. O prefeito sabe disso”, reclamou o diácono da Assembleia de Deus Shirton Leone, citando Fernando Jordão (MDB), que também estava no helicóptero à Globo. “Aos sábados, cerca de 30 pessoas sobem o morro para orar. Algumas passam a noite acampadas ali. Poderia ter sido uma tragédia”, acrescentou.

Fernando Jordão não comentou o caso. As imagens dos disparos em rajada contra a tenda foram divulgadas pelo próprio governo do estado. Leone disse que, agora, evangélicos estão com medo de voltar ao monte, que fica no entorno da comunidade do Areal, que é dominada pelo tráfico.

*Com informações de O Globo

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