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sábado, 27 novembro 2021

Família: onde o ministério começa!

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Pais são modelos: para o bem e para o mal!

Por Sergio Leoto

Filhos chegam ao mundo, totalmente dependentes de seus pais. O pai e a mãe é que dão os “moldes” (modelo) a eles, em diversas áreas, como: visão de mundo, esperanças ou desesperanças, otimismo ou pessimismo, perseverar ou desistir, respeito, honra, coragem, fidelidade, não mentir, honestidade etc.

A maneira como os pais se tratam, ou como tratam aos outros, está sendo observada pelos filhos e servirá de espelho para o relacionamento destes, para com seus outros irmãos e amigos. Tudo o que foi aprendido e vivenciado na família desde a infância, produzirá reflexos para toda a vida. Sejam eles bons ou maus.

Vários destes filhos, serão diretamente influenciados por seus pais, quando o assunto for “envolver-se ou não” nos trabalhos de uma igreja. Obviamente, existem pais que têm uma verdadeira amizade e compromisso com Deus. Por outro lado, existem aqueles pais que possuem somente uma aproximação ritual e religiosa.

Pais comprometidos com Deus, têm mais possibilidades de gerar filhos também fiéis ao Senhor. Pais não comprometidos, que têm uma atitude religiosa apenas formal, provavelmente gerarão em seus filhos o mesmo tipo de reação.

O que é ser comprometido com Deus?

Ser comprometido com Deus, implica em ter feito uma entrega consciente e total de sua vida, ao comando do Senhor. Existe uma experiência de transformação, através da ação do evangelho de Cristo em nossa vida. Antes desta transformação, era uma realidade. Após a mudança, uma nova vida!

A Bíblia mostra que quando isso ocorre, o Espírito Santo entra em nós, dando-nos uma nova compreensão da importância de vivermos agindo, segundo os valores do Reino de Deus. (Efésios 1:12-14 “a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória”).

Pessoas comprometidas, desfrutam de alívio por terem sido perdoadas (através do que Cristo fez) de uma vida que antes desagradava a Deus. Como consequência, estas pessoas desejam aumentar a sua intimidade e proximidade com o Senhor, conhecê-lo melhor através do que a Bíblia fala sobre Ele. Buscam viver com vidas limpas, por amar e querer agradar ao Criador. Não se satisfazem em somente participar de um ritual religioso.

Um bom exemplo surge, quando comparamos com um casal que se ama: quanto mais eles se conhecem, mais desejam aprofundar este amor. Saber detalhes um do outro, o que gostam ou não, situações que acham embaraçosas etc. Assim também acontece com os comprometidos com Deus: querem conhecer e aumentar cada vez mais, o que sabem sobre o Senhor e o que lhe faz feliz. É por esta razão que desejam ir à igreja ou às reuniões de culto.

Estratégias Sábias ou Desastradas

Existem pais que usam estratégias sábias e outros, que têm ações desastradas, quando tentam aproximar seus filhos, para uma amizade com o Senhor.

As estratégias sábias, são aquelas onde alguns aspectos estão envolvidos, como:

Coerência da vida diária dos pais, com o ensino sobre amizade com Deus– não adianta querer falar sobre Deus aos filhos, se os pais vivem se tratando mal, com agressividade e violências, mentiras etc. Essas incoerências são notadas e cobradas até por crianças.

Alegria dos pais em ir à igreja, tanto para aprender sobre Deus, quanto para trabalhar para Ele– pais motivados, também motivam aos filhos; pais alegres, também alegram os outros; pais envolvidos, são exemplos de envolvimento aos filhos.

Pais que fazem de sua casa, uma extensão da própria igreja– por exemplo, usando no dia a dia, valores bíblicos como: promover a paz, verdade, honestidade, sinceridade, amor, misericórdia, alegria, incentivo para o bem, mansidão, paciência, etc. Isso pode acontecer em todos os momentos e não apenas nos cultos domésticos.

Pais que fazem da igreja, uma extensão de sua própria casa– filhos que participam de uma classe, que comunique as verdades bíblicas, com uma linguagem que lhes é apropriada, optam por ficar mais tempo lá. Observam desde cedo a alegria de seus pais, ao irem à igreja ou fazerem atividades para Deus (“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor”- Salmo 122:1), até que passam a fazer também seu, este anseio.

Pais que facilitam o trabalho dos líderes de seus filhos, na igreja– existe uma idade em que os filhos precisam ser levados pelos pais, às atividades de seu ministério, como passeios, competições, congressos, corais, teatros etc. Muitos pais, por preguiça ou negligência, não levam seus filhos. Tempos depois, são estes mesmos pais que choram o afastamento que de seus filhos tiveram de Deus. Aí perguntam: “onde foi que eu errei?”.

Pais que contribuem positivamente, para que seus filhos se envolvam com a turma da igreja– pais sábios, ficam de olho nos amigos dos seus filhos. Promover alguns encontros em sua casa, às vezes já são suficientes, para reconhecer aqueles amigos que têm boas ou más intenções. Vale a pena incentivar momentos dos seus filhos com boas amizades, principalmente quando está envolvida uma turma que ama e busca a Deus.

Onde estão as estratégias desastradas? São aquelas que fazem o oposto às ideias acima! Quando se mostra incoerência, entre o que se fala sobre Deus e a prática diária. Quando a “saudável persistência” para a ida à igreja, transforma-se na obrigação odiosa de uma religiosidade fria. Situações que mais afastam os filhos da igreja, da turma cristã que eles frequentam e por consequência de Deus.

Finalizando: Comprometidos ou não?

Pais, caiam na realidade! Muito provavelmente seus filhos reproduzirão, as sementes que vocês estiverem plantando na vida deles hoje! Que tipo de pais vocês têm sido? Pais comprometidos

com Deus e envolvidos no trabalho da igreja? Ou são Pais descomprometidos com o Senhor, desigrejados, descolados de uma amizade com Deus e tudo o que ele representa?

Os pais devem ser os discipuladores de seus filhos. Em Dt 6:5-7, Deus diz aos pais que o amor que eles têm pelo Senhor, deve ser ensinado aos seus filhos (“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos…”).

O exemplo dos pais é uma das influências mais fortes, no que diz respeito à vida cristã. Mesmo que os pais não percebam, seus filhos estão observando-os em tudo: atitudes, quando lidam com tensões; como reagem às tentações; como manifestam perdão etc.

Tudo servirá de base para solidificar sua fé. A maneira como a família se relaciona com Deus é que vai dar subsídios concretos, para que eles creiam “nas coisas que se esperam” e tenham a “convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1). A fé vem por ouvir a palavra de Deus.

Além do exemplo de uma vida comprometida com Deus, os pais podem ajudar seus filhos quando houver uma “crise de fé”, estando atentos às reações destes. Com um diálogo amigo e honesto, podem descobrir suas dúvidas, procurando resolvê-las. Quando não souberem as respostas, devem ser humildes em admitir. Comprometerem-se em pesquisar melhor o assunto, para terem respostas satisfatórias mais tarde.

O filho que se converte, deve passar por um processo de discipulado, com pessoas maduras e fiéis a Cristo, que se tornem muito mais do que “professores de Bíblia” – eles devem ser bons exemplos a serem imitados. Se este discipulado for iniciado em casa pelos próprios pais, será um privilégio para estes e benção para os filhos!

Não há maior recompensa, do que ver um filho alcançando a maturidade cristã, como resultado do interesse, amor, incentivo e exemplo de discipuladores, sejam eles: pais, líderes ou amigos. Esta influência positiva, contribuirá em muito para que futuramente, sejam adultos verdadeiramente comprometidos com Deus e envolvidos no trabalho do Seu Reino e no fortalecimento da Igreja de Cristo.

Sergio Leoto é compositor, músico, pastor, palestrante, escritor e conselheiro familiar. Bacharel em Arquitetura (Universidade de Guarulhos) e Teologia, especializando-se em Aconselhamento Familiar, na Faculdade Teológica Batista de São Paulo — SP.

 

 

 

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