Estudo da Ufes investiga estilo de vida em adventistas capixabas

Um estudo pioneiro realizado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) tem analisado o estilo de vida de membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a fim de investigar a relação entre hábitos alimentares e doenças cardiovasculares entre essa população.

Desenvolvida em parceria com a Análise Longitudinal da Dieta e Hábitos de Vida na Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Adventistas do Sétimo Dia (Advento), a pesquisa promete trazer importantes contribuições para a saúde pública no Brasil e divulgar ações de prevenção e promoção à saúde.

A coordenadora da pesquisa, pós-doutora em Epidemiologia, Elisabeth Regina Araújo Oliveira, explica o projeto. “Vamos analisar o estilo de vida dos membros e compará-lo com o da população que não pertence à Igreja. O intuito é contribuir com ações preventivas e estimular a adoção de hábitos mais saudáveis, como a igreja orienta”, diz.

Por ano, mais de 18 milhões de pessoas morrem no mundo por causa de doenças cardiovasculares (que afetam o sistema circulatório), de acordo com dados do Ministério da Saúde. Entre essas doenças, as mais comuns são enfarte do miocárdio, angina e aterosclerose. “Por meio das informações obtidas, será possível identificar fatores que contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares na população brasileira, tais como aspectos da vida cotidiana ou marcadores biológicos que contribuam para seu surgimento”, explica Elisabeth.

Voluntários
Podem participar do estudo membros da igreja com idade entre 34 e 75 anos. É preciso ter disponibilidade de horário em dois períodos (matutino e vespertino) e o agendamento é feito pelo telefone 3335-7522. “Precisamos de voluntários ovolacvegetarianos, veganos e onívoros”, convoca Elisabeth.

Para o desenvolvimento da pesquisa serão realizados monitoramento de fatores de risco, entrevistas, aferição da pressão arterial, avaliação antropométrica, eletrocardiogramas, ultrassom de carótidas, exames de bioquímicos, urina e fezes em todos os participantes.
“O estudo é realizado no Centro de Investigação Elsa no Espírito Santo, que fica na Ufes, e reúne uma equipe de profissionais capacitados, entre eles: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, bioquímicos e outros pesquisadores”, acrescenta Elisabeth.