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quarta-feira, 29 maio 2024

“Demônios amigáveis”: a cultura está normalizando a feitiçaria

Cena da animação “Little Demon”. (Foto: Captura de tela/YouTube FX Networks)

Filha de pastor evangélico aprende bruxaria na creche, aos 3 anos de idade. “Existe uma atração pelo sobrenatural maligno”, diz o pastor Jack Douglas. A solução é compartilhar a verdade às pessoas fascinadas pelo mal.

Por Lilia Barros

A presença constante e crescente de práticas que a Bíblia condena, na atual sociedade, como ocultismo, feitiçaria e horóscopo, tem colaborado para que muitas pessoas se afastem de Deus.

“Existe um fascínio pelo mal na sociedade agora”, disse Petra Knott que é co-autora do livro “A Ciência da Libertação: Como a Libertação Espiritual Traz a Cura Física”. Ela explica que a feitiçaria dá às pessoas a ilusão de controle. “Há uma grande atração pela feitiçaria porque as pessoas sentem que podem melhorar suas vidas, e a Igreja tem sido reticente em falar sobre essas coisas. Estamos deixando um vazio”, comentou.

Menina de três anos

Quem experimentou isso na própria família é o pastor capixaba Jack Douglas que atualmente mora na Inglaterra. “O sobrenatural  sempre atraiu, tanto o lado do bem quanto do mal, mas o do mal através do ocultismo é o resultado de um trabalho realizado na mente das crianças, elas estão sendo trabalhadas para não terem medo do ocultismo, do sobrenatural maligno. Como fazem isso aqui na Europa? Por meio de atrativos, contos, magias e festas fortes, como a do halloween. As crianças que não recebem as balas são amaldiçoadas e, por isso, na sua grande maioria elas participam”.

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Tenho duas filhas, de 3 e 6 anos, que estão estudando. A de 3 está ao chegar da creche falou para a de 6 que as bruxas são boas. A de 6 que não foi ensinada sobre isso e respondeu que são más e pediu a nossa ajuda para explicar para a irmãzinha que ela aprendeu errado na escola. Fui à escola e a professora confirmou essas histórias dizendo que não precisamos nos preocupar porque todas as histórias sobre as bruxas são boas e não más, e por meio de desenho animado de bruxas ela ensinam a fazer o “feitiço do bem” no caldeirão. Isso quem estava vendo era minha filha de apenas 3 anos dentro de uma creche que é Anglicana, a mesma igreja da Rainha”.

O pastor ressalta que suas  filhas aprendem a verdade e que sua esposa ficou preocupada com uma escola que ensina bruxaria para criancinhas. “Tem pessoas evangélicas que ensinam histórias de feitiçaria e a mexer com os espíritos, por isso mudamos nossa filha de escola. Eles estão trabalhando para que tudo isso pareça fantástico, estamos colhendo agora o que foi plantado em uma geração que acha isso legal e normal”, alertou. 

Entre os desenhos animados assistidos por várias faixas etárias está O Little Demon, uma nova animação de Dan Harmon, que ganhou trailer infernal. A série estreou em agosto de 2022, nos Estados Unidos.

Projetos malignos e a dessensibilização infantil

Temos um grande interesse no sobrenatural e as pessoas não sabem a quem recorrer para aprender sobre isso. “Então, elas estão se voltando para o lado errado”, resumiu Petra Knott. 

O medo, segundo a escritora, é outro fator que leva as pessoas a essas práticas. Em seu ministério, Petra diz que encontra muitas pessoas em busca de libertação, mas elas dizem que nunca se envolveram com feitiçaria. “As pessoas dizem que participaram de sessões espíritas, consultaram horóscopos, tabuleiros Ouija’, mas que nunca tiveram contato com bruxaria. Isso porque elas acham que tudo isso faz parte de diversão e jogos”, disse ao apontar que a feitiçaria, na verdade, está contida nessas práticas”. 

Jareb, que escreveu o livro com Petra, acrescentou que as pessoas não percebem o quanto a cultura já está inundada com os “projetos do inimigo” e alertou sobre a “dessensibilização das crianças” na sociedade moderna.

‘Satanás quer reinar na cultura’

Pedacinhos de “feitiçaria amigável” estão sendo acrescentados à construção cultural infantil, através de filmes como “Harry Potter”, por exemplo, conforme Jareb continua a explicação.

Ele cita também alguns programas e desenhos de vampiros que ganharam destaque. “Tudo isso acrescenta ao demoníaco um rosto amigável e faz com que isso seja palatável e divertido”, disse.

O escritor exemplifica apontando para crianças que recebem uma varinha mágica e saem fazendo pequenas abracadabras em suas brincadeiras. 

“Com o tempo esses elementos abrem portas para o inimigo e os demônios vão ganhando espaço”, disse ao enfatizar que o plano de Satanás é criar uma cultura onde ele possa reinar e onde os pensamentos de Cristo e da salvação ocupam o segundo lugar. 

‘Os cristãos precisam se levantar’

Petra e Jared, que atuam em conjunto na libertação das pessoas da influência demoníaca, alertam que o inimigo somente espera uma brecha para entrar na vida das pessoas, nas famílias e nos locais de trabalho. 

“E nós estamos dando oportunidade para ele entrar. Se há ou não um demônio esperando atrás da porta é irrelevante, porque a porta está aberta”, disseram. 

Sendo assim, é só uma questão de tempo. Para que não haja atuação demoníaca, é necessário que portas sejam fechadas, fechando o acesso do inimigo na vida das pessoas. 

Para concluir, Jareb disse que a solução é que os cristãos se levantem, compartilhem a verdade e testemunhem às pessoas ao seu redor. “Quando os indivíduos estão encontrando consolo no ocultismo e não em Cristo, esse é um problema que a igreja precisa resolver”, destacou.

“Existe um fascínio e uma grande atração das pessoas para o mal, essa é a triste verdade. Devemos ofuscar o que o inimigo está tentando fazer. Isso é algo que precisa ser remediado pelo corpo de Cristo. Precisamos ser o que Deus nos chamou para ser”, concluíram os autores. 

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