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quarta-feira, 29 maio 2024

Cristão de verdade não cruza os braços

Todos os cristãos receberam, no ato da conversão, uma ordem do Mestre que deveriam colocar a ‘mão no arado’. Foto: reprodução internet/Divulgação

Um dos principais sinais de uma pessoa realmente convertida é o seu envolvimento com o trabalho da igreja

Por Cristiano Stefenoni

Todo cristão deve ter um cargo na igreja? A pergunta, que parece simples, na verdade nos leva a uma outra reflexão: Dá para viver o cristianismo de braços cruzados? Para a maioria dos teólogos há o consenso de que trabalhar na obra é diferente de ter um cargo eclesiástico. Ou seja, o segundo caso é uma questão de opção, o primeiro, obrigação.

Para o pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva, José Ernesto Conti, “cristão trabalhar” chega a ser um pleonasmo, pois com cargo ou sem cargo, essa é a ordem de Cristo. “Ter cargo na igreja é uma questão meramente de organização. Todos os cristãos receberam, no ato da conversão, uma ordem do Mestre que deveriam colocar a ‘mão no arado’ e não olhar para trás. Paulo nos garante em Efésios 2:10 que ‘fomos salvos para as boas obras preparadas para que andássemos nelas’”, ressalta Conti.

Contudo, o pastor lembra da importância dos cargos na organização de cada denominação, pois ela torna mais eficiente o trabalho da igreja. “Boa parte de nós cristãos, pertencemos a uma denominação e todas elas possuem sua estrutura cujo objetivo é apenas organizar o trabalho. É dessa forma que somos mais eficientes no cumprimento da nossa obrigação”, enfatiza.

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Outra orientação importante dada pelo pastor Ernesto é sobre como escolher em que área atuar na igreja. Nessas horas, segundo ele, devem ser levados em consideração os dons e os talentos de cada um.

“A Bíblia nos diz que o Espírito Santo distribuiu dons de acordo com a necessidade de cada igreja. Paulo nos mostra que todos os dons são importantes, ou seja, não há um dom superior ao outro, e mesmo os menores (1 Co 12:22), têm a sua importância e relevância em uma igreja”, orienta o pastor.

No entanto, o pastor ressalta que o maior objetivo ao se trabalhar na igreja não é o cargo que se recebe, mas a alegria de poder servir ao Mestre. “Imagino que uma das maiores alegrias de Deus é ver que todos estão engajados na obra e quando há alguma falha todos possam ajudar e não deixar que alguma área fique desguarnecida para que o Reino cresça”, afirma.

O pastor também faz uma alerta sobre os riscos de não se envolver nas atividades da igreja. “Não fazer nada é desobedecer a ordem do Mestre. Um cristão consciente nunca fica sem fazer nada, exceto se ele estiver impedido por alguma doença ou impossibilidade que restrinja fazer seu trabalho. Não fazer a obra que Deus lhe reservou, é sinal claro de que sua conversão não se realizou. Um cristão verdadeiramente convertido tem prazer e alegria de servir”, finaliza.

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