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segunda-feira, 15 abril 2024

Ataque à escola em comunidade cristã deixa mais de 40 mortos em Uganda

A polícia classificou o ato como “terrorista” e informou que um dormitório foi incendiado 

Por Patricia Scott [Portas Abertas e G1]

Em Uganda, no distrito de Kasese, uma escola foi atacada, na noite desta sexta-feira (16), em uma comunidade cristã. Pelo menos 42 pessoas, a maioria crianças, morreram no ataque, de acordo com fontes locais da Portas Abertas. Várias meninas foram sequestradas, e outras estão gravemente feridas. A polícia classificou o ato como “terrorista”.

A instituição missionária revela que, perto da meia-noite, pelo menos cinco militantes do grupo extremista islâmico Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) atacaram a Escola Secundária Lhubiriha, localizada no Oeste do país, que está na 69ª posição na Lista de Países em Observação. A Força Policial da Uganda confirma que o ataque foi promovido por rebeldes ADF, a organização é ligada ao Estado Islâmico e considerada terrorista pelo governo da Uganda.

“Temos informações de que militantes passaram duas noites aqui antes de invadirem a escola. Enviamos helicópteros para serem usados em nossa busca e operação de resgate aos alunos que foram sequestrados”, afirma Maj Gen Olum, das Forças de Defesa Popular de Uganda (UPDF, da sigla em inglês).

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Segundo a polícia, a maior parte dos corpos encontrados estava dentro da escola secundária. Além disso, as autoridades afirmaram que o grupo incendiou um dormitório e roubou comida. Os estudantes sequestrados foram usados, justamente para transportar a comida saqueada para o Parque Nacional de Virunga, diz Portas Abertas.

Ataque à escola em comunidade cristã deixa mais de 40 mortos em Uganda
As forças de segurança de Uganda na porta da escola atacada – Foto: Reprodução

Uma perseguição contra o grupo, de acordo com a polícia, foi iniciada na região para encontrar os responsáveis pelo ataque. Os suspeitos fugiram na direção da República Democrática do Congo. A cidade onde as mortes aconteceram fica a 2 km da fronteira.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, condenou fortemente o ataque. O porta-voz de Guterres disse que os responsáveis por este ato terrível devem ser julgados.

A Escola Secundária Lhubiriha está localizada em uma região, onde a ADF atua. Fontes da Portas Abertas informam que a maioria das crianças que frequentam a escola, se não todas, é cristã. O grupo realizou o ataque queimando os prédios da escola, enquanto as crianças ainda estavam dentro.

A Forças de Defesa Popular de Uganda (UPDF) continua comprometida com a proteção do povo de Uganda e suas propriedades, conforme informação do porta-voz Brig Geb Felix Kulayigye. Vale salientar que a UPDF, como também o exército nacional da República Democrática do Congo (RDC), esteve por quase dois anos perseguindo a ADF em uma operação conjunta.

O ADF é originária do leste de Uganda nos anos 1990. Depois, a organização migrou para o nordeste da RDC, onde desde então cresceu em número e força. O grupo extremista não tinha uma lealdade clara ao Estado Islâmico, no entanto, em 2019, o EI reivindicou a responsabilidade por um ataque do ADF e fez referência pela primeira vez a uma “Província da África Central” (braço do Estado Islâmico na África).

Desde 2003, a Portas Abertas está envolvida com os cristãos perseguidos em Uganda. Para ajuda a instituição cristã nessa obra de amor, acesse o link.

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