Semana Nacional do Trânsito começa nesta terça-feira (18)

Foto: Divulgação

“Nós somos o trânsito” é o tema da campanha de 2018. Semana de conscientização vai até o dia 25 de setembro

A Semana Nacional do Trânsito é uma comemoração anual que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro. A data foi estabelecida desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997. A Semana é caracterizada por uma série de eventos e ações educativas promovidas por todos os órgãos e entidades que integram o Sistema Nacional de Trânsito.

A definição dos temas é feita anualmente pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a de 2018 é “Nós somos o trânsito”.

Para Eliane Pietsak, pedagoga e especialista em trânsito, o comportamento seguro e responsável de todos os envolvidos no trânsito é fundamental. “Seja condutor de veículo de passeio, moto, ônibus, caminhão, seja ciclista ou pedestre, todos têm a sua parcela de responsabilidade por um trânsito mais humano e menos violento”, explica.

Os dados

De janeiro a junho deste ano, os acidentes de trânsito provocaram 19.398 mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no país. Os dados foram divulgados, no último dia 12, pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), órgão da Escola Nacional de Seguros, no Rio de Janeiro. As principais vítimas são homens de 18 a 65 anos e motociclistas.

Mais de 19,3 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito em 6 meses.

A economista e coautora do estudo Natália Oliveira alertou que os principais fatores associados aos acidentes são falta de educação, desrespeito às leis, excesso de velocidade, ingestão de álcool, direção perigosa e uso de celular.

“Falta respeito à legislação, porque lei a gente tem. Falta respeito e saber o quanto isso está impactando negativamente na nossa economia”, disse a economista, informando que as estatísticas revelam que, em média, 75% dos acidentados eram homens e cerca de 90,5% estavam na idade economicamente ativa, isto é, de 18 anos a 65 anos de idade.

Prejuízos

Os acidentes somaram R$ 96,5 bilhões, valor que corresponde ao que as vítimas poderiam ter produzido, pois foram atingidas em plena fase economicamente ativa.

O fator que mede a perda da capacidade produtiva é denominado Valor Estatístico da Vida (VEV) e se refere a quanto cada brasileiro é capaz de produzir ao longo de sua vida útil.

De acordo com o estudo, baseado em indicadores do seguro obrigatório contra acidentes de trânsito, o DPVAT, o número de mortes permaneceu no mesmo patamar de igual período do ano passado (19.367), mas os casos de invalidez permanente diminuíram 16%. Nos primeiros seis meses de 2017, o total de pessoas com invalidez permanente alcançava 23.938.

Impactos

Em relação ao primeiro semestre de 2017, quando o impacto econômico atingiu R$ 103 bilhões, houve redução de 7% nas perdas geradas pela violência no trânsito no acumulado janeiro/junho de 2018.

Porém, em alguns estados observou-se ampliação das perdas, com destaque para Amazonas (+27%), Roraima (+25%), Mato Grosso (+22%). Em contrapartida, os estados do Rio Grande do Sul, Acre e Amapá registraram as maiores reduções de prejuízos econômicos no trânsito (-26%, -24% e -23%, respectivamente). No Rio de Janeiro, o aumento foi de 3%, enquanto em São Paulo ocorreu queda de 7%.

A Região Sudeste apresentou o maior valor de perdas econômicas com os acidentes no trânsito (R$ 36,7 bilhões). Já o menor percentual foi registrado no Norte do país: R$ 5,89 bilhões.

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