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quinta-feira, 25 DE julho DE 2024

Quem disse que os cristãos vão pular fora?

De que maneira os cristãos serão tratados pelo novo governo? Quem disser onde tudo isso vai parar, ganha um doce!

Por José Ernesto Conti

Ninguém, em sã consciência, pode garantir qualquer coisa nessa altura do ano. A única certeza que temos é que o novo governo, se não bloquear as redes sociais de forma vigorosa e indiscriminada, terá muita dificuldade de governar. Como se não conhecessem os brasileiros, os reis do jeitinho, terão que bloquear as redes com programas da NASA e mesmo assim, a turma vai conseguir desbloquear e vai rolar de tudo.

Logo perceberão que não bastará bloquear as redes, mas partir para prender aleatoriamente empresários e liderança conservadora (é aqui que entra a igreja) que de certa forma ainda mantém o sonho conservador de pé e consegue dar alguma esperança no meio dessa confusão.

A grande dúvida dessa quebra de braço será: Partirá o governo para cima dos conservadores com fúria total ou tentará deixar a coisa esfriar? Por que a dúvida? É que já se passaram três semanas desde a posse do novo governo e cada dia que passa, tem-se a impressão de que o governo está testando ou provocando a paciência do povo, editando e revogando portarias, leis e decretos que em lugar de acalmar os ânimos, pelo contrário, está acirrando a disputa, e como consequência, em lugar de recuar ou desistir, os conservadores estão mais ousados. É o famoso “apagar o incêndio com álcool”.

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E a igreja evangélica? Depois de 4 anos onde tivemos dezenas, e talvez centenas de cultos e missas evidenciando a cultura cristã no palácio, a primeira coisa que o novo governo fez foi um “descarrego” com sal grosso feitos por religiões afro em vários aposentos, indicando que saiu Deus e entrou os Orixás. O retorno da pintura “Os Orixás” de Djanira ao salão principal do palácio foi uma provocação ou arte?

Com os sinais acima, podemos perguntar: De que maneira os cristãos serão tratados pelo novo governo? Já que 70% dos cristãos são conservadores, sofreremos restrições, uma vez que a prioridade nas políticas sociais pertencerá às entidades religiosas de matriz africana?

Será que a IURD, por utilizar em seus rituais, sal grosso, rosa ungida, etc., e aquelas que utilizam atabaques e outros instrumentos utilizados nos terreiros, serão proibidos de usar esses elementos nos seus rituais sagrados? Seremos perseguidos ou desrespeitados por adorarmos o Deus da Bíblia e o monoteísmo? Teremos oportunidades iguais quando alguém ou algum órgão do governo souber que somos cristãos ou haverá discriminação? Ou a discriminação só é um desvio dos cristãos?

Qualquer que sejam as consequências, temos que estar preparados, ou pulamos para fora do barco, mesmo que a tempestade venha forte. Mas até onde sei, desde que o cristianismo foi criado, poucos, muito poucos, pularam fora do barco. A maioria, sempre preferiu pagar o preço, e tenho certeza de que mesmo agora, com toda nossa angústia momentânea, seguiremos de cabeça erguida mesmo que tenhamos que voltar a enfrentar um coliseu cheio de feras. Soli Deo Gloria!

José Ernesto Conti é Pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva no bairro Estrelinha.

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