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quarta-feira, 14 abril 2021

Egito – Crianças alfabetizadas com ajuda de missionários

O Programa de Alfabetização da Missão Portas Abertas é desenvolvido há 13 anos no país e por isso as crianças podem aprender a ler e a escrever.

Os cristãos que vivem em aldeias primitivas no Alto Egito enfrentam necessidades básicas essenciais. Em muitos casos, água limpa e banheiro sanitário é um luxo. E além disso, várias pessoas são analfabetas.

É o caso de Marina, 10 anos. Ela é a mais nova dos seis filhos de uma família cristã muito pobre da região. A menina tem cinco irmãos mais velhos. E isso a coloca sob muita pressão social e cultural, apenas por ser a única garota de sua família que vive em uma aldeia egípcia.

No contexto da cultura e crença islâmica local, a maioria das pessoas enxerga as meninas e as mulheres em uma posição muito abaixo dos homens. Quando são cristãs, essa visão é ainda mais negativa.

Embora os pais de Marina sejam analfabetos e não haja escola em sua pequena aldeia, eles enviaram todos os seis filhos para a escola pública na aldeia vizinha. O casal deseja que seus filhos tenham educação, o que poderia garantir uma vida melhor que a deles.

Educação no Egito

As escolas públicas egípcias oferecem uma qualidade muito baixa de ensino, e os professores são mal pagos e mal treinados. As crianças aprendem pouco. E ainda são maltratadas. Por conta disso, muitas desistem de estudar.

Além disso, muitos professores muçulmanos ignoram completamente os estudantes cristãos. A Marina conheceu o projeto “Segure minha mão” da Missão Portas Abertas teve oportunidade de aprender a ler e escrever pela primeira vez.

O programa é oferecido através de igrejas da aldeia local em todo o Alto Egito. E é liderado por equipes itinerantes que identificam quais estudantes precisam de mais ajuda no processo educativo, oferecendo reforço em alfabetização.

Marina entrou no programa junto de outras 19 crianças e começou participando das aulas com 30 minutos de ensino bíblico, seguida por 60 minutos de treinamento em habilidades de leitura e escrita, e depois 30 minutos de diversão educacional e tempo para jogos.

Resultados

Tanto Marina como as demais crianças tiveram um ótimo desempenho. Os professores que auxiliam nesse processo de aprendizado são cristãos treinados.

Martina, uma amiga de Marina (na foto), que também participou do projeto, deu seu testemunho e contou o que o programa “Segure minha mão” significou para ela.

“Eu sou a aluna mais esperta da minha turma agora, e sempre recebo as notas mais altas em todas as matérias”, disse.

“Os professores da minha escola pública costumavam me ignorar, e nunca me pediram para responder perguntas, porque eu era uma das piores alunas da minha turma. Mas agora todos os meus professores me consideram a melhor”, conclui.

Confira o vídeo

*Com informações Missões Portas Abertas

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