Vivendo um milagre diário

Ele poderia ter pouco tempo de vida por conta da esclerose múltipla amiotrófica, mas pelo poder de Deus tudo foi diferente. Conheça esta história

Com o bom humor e o sorriso estampado no rosto, os movimentos e a boa conversa do pastor Rodrigo Pereira Pires, de 41 anos, não dá para imaginar que há sete ele recebeu um diagnóstico de esclerose múltipla amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que poderia ter lhe tirado tudo isso. Uma vez constatado o mal, o paciente tem de dois a quatro anos de vida, segundo pesquisas científicas e informações repassadas por seus médicos. Mas não foi assim que a história dele se deu. Nesse período, as funções motoras começam a ficar comprometidas até pararem por completo, mas a mão de Deus fez toda a diferença na vida do pastor e o que era impossível para os especialistas se tornou palpável.

Rodrigo Pires nasceu em Vitória e, após abraçar o sacerdócio, mudou-se aos 27 anos para Santa Maria de Jetibá, onde é titular da Assembleia de Deus Restaurando Vidas. Paralelamente ao trabalho ministerial, atuava como técnico em radiologia em um hospital da cidade.

Certo dia, parou o carro a aproximadamente 20 metros do local de serviço e, ao andar, percebeu que não caminhava em linha reta, “estava cambaleando”. “Por atuar na área, logo fiquei preocupado e procurei um neurologista. A especialista me disse que o que tinha era ‘cansaço e estafa por conta de muito trabalho, além do pastoreio’. Mesmo contrariado com o resultado e por me conhecer bem, decidi dar uma desacelerada e comecei a praticar corrida. Num certo dia, percebi uma senhora de 80 anos correndo mais do que eu. Pensei: ‘Isto não está normal’. Liguei para meu irmão, que me instruiu a vir a Vitória. Marquei nova consulta e fui.

O médico disse que faria exames, mas que suspeitava de algo. Fiz a avaliação e fui encaminhado a outra perita. Ela olhou o resultado, me perguntou com o que eu trabalhava e afirmou que se tentasse me enganar seria pior. Informou que a cada 100 mil pessoas, um tem ELA e que eu me encaixava nessa estatística. Disse que não tem cura, que já havia comprometido 80% das minhas cordas vocais, que em pouquíssimo tempo eu perderia a voz e em no máximo seis meses estaria ‘vegetando’ ou morto.”.

Poder da fé
Por ser um homem de muita fé no Altíssimo, Rodrigo falou à médica que iria provar o poder dEle, seguindo vivo por muitos anos e pregando. “No início, tomava uma medicação que me deixava ‘grogue’ e com depressão, que, de acordo com eles, era para eu ter mais dias de vida. Ficar sem falar seria o maior problema, pois como pastor tenho a voz como ferramenta de trabalho.

Disse que, se fosse preciso fazer mímica, faria, só para continuar pregando. De fato, andava mal, caía várias vezes, me machuquei. Mas contrariando a medicina, segui pastoreando. Acabei perdendo a voz por ter me emocionado muito durante uma homenagem que recebi na igreja e só depois do ocorrido que soube dessa possibilidade. Voltei a falar. Meses depois, me desequilibrei, caí, bati a cabeça na quina da cama e tive um corte profundo no rosto. Fui levado ao hospital e, após fazer uma tomografia, soube que a cirurgia para colocar o osso no lugar só poderia ser feita depois de 15 dias e que poderia perder a visão. Fui para casa, esperei esse tempo, com a recomendação de que deveria fazer repouso total. Mas não fiz, preguei! Quando repetiram o exame, viram que não havia sinal de fratura. Os médicos não acreditaram e disseram que havia acontecido um milagre. Aliás, um novo milagre na minha vida”, relatou.

Atualmente, o pastor “vive um milagre dia após dia”. “O que era para acabar em 2009, a voz, a vida, não teve fim. Até hoje, contrariando a medicina, estou vivo. Ando e faço minhas tarefas com dificuldade e com o auxílio de minha esposa, Margot. Sigo fazendo a obra de Deus. Ele me usa para cuidar das pessoas pelo poder da oração. Só a doença que tenho é que não consigo curar. Desde a infância o Senhor me usa para isso por meio da imposição das mãos. Hoje, já não preciso tanto e atuo somente com a oração.”

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