Pedra com inscrição de 2 mil anos encontrada em Jerusalém

Foto: Gali Tibbon/AFP

A pedra será exibida ao público no Museu de Israel, em Jerusalém, e foi apresentada à imprensa nesta terça-feira (09).

Um pedra com uma inscrição de 2 mil anos na qual se lê “Jerusalém” em hebraico por especialistas da  Autoridade de Arqueologia de Israel (AAI). A descoberta foi feita durante a reforma de uma estrada, em uma escavação embaixo do Centro de Convenções de Jerusalém (Binyanei Ha’Uma).

O texto, no qual se lê “Hananiah, filho de Dódalos de Jerusalém”, é o mais antigo em hebraico com o nome da cidade santa de forma completa e como se pronuncia hoje.

A pedra estava em uma coluna de um edifício romano, onde aparece a inscrição aramaica, escrita em letras hebraicas características da época do Segundo Templo (século 1 d.C.). Os especialistas afirmam que data da época do reinado de Herodes, o Grande. “Como morador de Jerusalém, me sinto emocionado por poder ler esta inscrição, feita há 2 mil anos, especialmente quando penso que será acessível a todas as crianças que conseguem ler e que usa o mesmo alfabeto usado há dois milênios”, afirmou em comunicado o professor Ido Bruno, diretor do Museu de Israel, em referência à recuperação do idioma hebraico após o nascimento do Estado de Israel.

“As inscrições da época do Primeiro e Segundo Templo mencionando Jerusalém são escassas. E mais raro ainda é que esteja escrita completamente da forma como fazemos hoje, já que, normalmente (o nome da cidade), aparece abreviado”, explicou o arqueólogo Yuval Baruch, da AAI, e Ronny Reich, professor da Universidade de Haifa. “Esta é a única inscrição em pedra do período do Segundo Templo onde aparece soletrada totalmente. Só foi encontrada (a palavra completa) em outro lugar, em uma moeda da Grande Revolta contra os romanos (66-77 d.C.)”, acrescentou.

Além da inscrição, o Museu de Israel colocará em exposição um mosaico grego do século 6 d.C., localizado nos arredores da Cidade Velha de Jerusalém e que lembra a construção de um edifício público bizantino por parte do imperador Justiniano, e a cobertura de um sarcófago do século 11 d.C., com uma inscrição “Filho do Grande Sacerdote” em hebraico.

*Com informações do Estadão.


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