Drama de Consciência

Foto: reprodução web

Pelo fato de também ser engenheiro e empresário (apesar de gostar mais de ser pastor), estive em uma reunião junto a uma entidade de fomento empresarial, onde havia um grupo de pessoas ligadas aos meios de comunicação e estavam conversando sobre quem será nosso próximo presidente. Fiquei ao lado da roda … as opiniões divergiam, da frustração real pelo fato de Lula estar preso e impedido de concorrer ao ódio explicito pelo fato dos evangélicos, segundo eles, em sua maioria, escolheram o Bolsonaro. Talvez seja esse fato que tem levado boa parte da mídia televisiva e impressa a odiá-lo.

Percebi que estava em um ambiente “ninado” e que deveria ser prudente como as serpentes, e arrisquei uma pergunta: porque os evangélicos apoiam o Bolsonaro? Resposta imediata: são todos votos de cabresto, os evangélicos não pensam. Tentei ainda argumentar: e no nordeste, a maioria ainda vota de cabresto no Lula. Resposta imediata: ah! Mas lá é por uma boa causa. Podia atacar, mas confesso que me acovardei e resolvi tirar meu voto daquele meio antes que descobrissem de que lado eu sou.

Será que algo impede os evangélicos de fazer uma análise isenta, de avaliar as “ofertas” políticas atuais e decidir pela melhor, ou pela menos pior opção? É óbvio que como cristãos, temos deixado a desejar como cidadãos. Não temos sido sal e luz do mundo, e ao contrário, estamos cada vez mais escondidos dentro das nossas igrejas. Em lugar de lutar contra as portas do inferno, estamos lutando uns contra outros, muitas vezes dentro da própria igreja, se esquecendo que precisamos fazer o melhor para o nosso país. É melhor mesmo sair de fininho e ficar com drama de consciência.


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