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quinta-feira, 18 abril 2024

Petróleo fecha em queda de 4%

De acordo com o Financial Times, este é o menor preço de fechamento do Brent desde dezembro de 2021 - Foto: Unsplash

A queda no preço se deu em meio a preocupações sobre possível aumento na oferta global

Por Redação [Agência Estado]

Os contratos mais líquidos do petróleo caíram cerca de 4% nesta segunda-feira, 12, abrindo a semana em meio a preocupações sobre um possível aumento na oferta global. Investidores acompanham especulações de que um alívio nas sanções dos Estados Unidos poderia ampliar exportações do óleo na Venezuela e no Irã, enquanto a demanda sinaliza tendência de baixa.

O WTI para julho fechou em queda de 4,35% (US$ 3,05) a US$ 67,12 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuou 3,95% (US$ 2,95), a US$ 71,84 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). De acordo com o Financial Times, este é o menor preço de fechamento do Brent desde dezembro de 2021.

Os preços do petróleo foram pressionados por temores de um aumento na oferta global da commodity, durante um momento marcado por incertezas quanto à demanda, considerando a desaceleração nas principais economias do mundo. Segundo o Wall Street Journal, a empresa americana Chevron continua aumentando a produção de petróleo na Venezuela após receber autorização do governo dos EUA, enquanto um possível acordo nuclear americano com o governo do Irã revigora expectativas de um retorno das exportações persas.

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Para o TD Securities, o relaxamento de sanções dos EUA contra ambos os países tem papel central no “remodelamento das dinâmicas globais de oferta” do petróleo, em especial, com as exportações da Rússia continuando a crescer.

O aumento inesperado na oferta levou o Goldman Sachs a cortar suas projeções para o petróleo Brent neste ano, prevendo que o óleo encerrará o ano em US$ 86 por barril, ante a estimativa anterior de US$ 95. Para a cotação média de 2023, o Goldman reduziu sua previsão de US$ 88 para US$ 82 por barril. O banco americano ainda elevou suas projeções para oferta da Rússia, Irã e Venezuela em 2024.

Nesta semana, investidores do mercado de energia ainda devem acompanhar a divulgação dos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE).

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