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sábado, 15 maio 2021

Welington Camargo: “Deus falou que ficaria tudo bem”

Welington Camargo relembrou experiência com Deus durante sequestro: “Deus me dizia que eu sairia de lá”

Aos 50 anos, o cantor Welington Camargo tem uma baita história de superação. O artista, irmão da dupla conhecida no Brasil, Zezé Di Camargo e Luciano relembrou a experiência que teve com Deus durante seu sequestro há 23 anos durante entrevista à revista QUEM e ainda falou o bom momento que vive na carreira gospel.

“Eu sempre tive vontade de cantar gospel. Sou cristão desde os 16 anos, mas por um tempo compus e cantei música secular. Até que resolvi cantar só música cristã. Não fazia mais sentido para mim cantar outra coisa”, conta.

“E graças a Deus, ao meu talento e à força de vontade tenho sido muito bem recebido. Antes da pandemia começar, estava com 60 shows marcados. Nem canto em igreja porque o meu público não cabe. Canto para público de 10 mil pessoas para cima. No Rio já cantei para 200 mil pessoas em um evento cristão na praia”, disse à QUEM.

Mesmo de máscara, Welington é reconhecido pelo público e tem recebido apoio não só do público evangélico. “Minha equipe fez uma pesquisa e viu que 50% do público que compra meus CDs são de outras religiões. Fico muito feliz por isso”, revelou.

Welington está preparando o seu sexto álbum. Além disso, divide a rotina entre palestras motivacionais e dando seu testemunho de vida. Paraplégico desde os dois anos, ele gosta de reforçar que as limitações físicas podem ser vencidas.

O sequestro! Trajetória de superação

Em 1998 o cantor foi sequestrado. Ficou em cativeiro durante 94 dias e teve uma pedaço da sua orelha cortada em meio à negociação com os sequestradores. Apesar do medo naquela ocasião, ele diz que teve sonhos em que Deus revelava que ele sairia de lá vivo e viu anjos enquanto era torturado.

“Não precisei de psicólogo depois do sequestro porque sempre acreditei e conversei muito com Deus. Durante o sequestro, orei muito e tinha resposta em sonhos. Deus me dizia que eu sairia de lá. Eu tinha de tudo para morrer ali. Geralmente, em sequestros longos como o meu, as vítimas são assassinadas. No dia em que eles cortaram a minha orelha, a intenção deles era me matar. Eu escutava eles conversando se deviam me enforcar, dar um tiro… Mas não tive medo de morrer porque Deus falou que ia ficar tudo bem”, relembra.

“As pessoas acham uma loucura, mas enquanto cortavam a minha orelha, eu vi anjos. Fiquei ali estático e olhando. Nem senti dor. Deus viu que ao acontecer algo com um servo dele, mandou os anjos para me guardar. Até o corte foi superficial. Fiquei por alguns dias surdo do ouvido esquerdo porque o sangue tinha secado, mas assim que removeram, voltei a ouvir normal. Depois que Deus deu o filho dele, Jesus, para morrer por mim na cruz, esse foi o momento que mais senti o amor de Deus”, constou ele.

Um homem transformado

Depois desta experiência, o cantor, que é pai de quatro filhos, disse que passou a dar mais valor para a vida e para as pessoas. Ele conta que até perdoou os sequestradores.

“Ninguém que passa por isso é a mesma pessoa. Passei a olhar para as pessoas com mais amor e procuro perdoar… Eu cheguei a falar para os bandidos que perdoava o que eles tinham feito, que só queria a Justiça”, conta.

Confira parte do testemunho do cantor

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