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sábado, 20 abril 2024

“Volte para a igreja”, sugere psiquiatra como prevenção à solidão

Foto: Reprodução

Daniel Amen avaliou que, ao congregar, a tendência é que a pessoa se envolva com a comunidade local, o que é positivo para a saúde mental    

Por Patricia Scott [CBN News] 

O Brasil é a nação onde as pessoas estão mais solitárias. A informação é do Instituto Ipsos, que ouviu 23 mil pessoas de 28 países. O levantamento aponta que 58% dos brasileiros se sentem sozinhos. A média global é de 33%.

Segundo especialistas, a solidão está muitas vezes associada à depressão. A doença atinge 5% da população do planeta, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O sentimento de vazio também pode indicar a falta de um propósito de vida. Os dados servem de alerta neste Setembro Amarelo, que é o mês de prevenção ao suicídio. 

O psiquiatra Daniel Amen avaliou que a solidão tem desencadeado uma “onda” de problemas de ordem emocional, especialmente nos mais jovens. Isto porque, na prática, é como se as pessoas estivessem substituindo os relacionamentos humanos pelo virtual, mesmo que sem perceber e se dar conta dos prejuízos de saúde mental.

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“Estamos no início de uma onda de problemas cerebrais e de saúde mental nos jovens, e isso acontece porque estamos mais desconectados do que nunca, desconectados de nossas próprias famílias, porque quando as pessoas estão juntas, seus rostos ficam enterrados em seus aparelhos”, ressaltou.

Daniel considerou que ser membro de uma igreja ajuda a combater a solidão. Ele justificou que, ao congregar, a tendência é que a pessoa se envolva com a comunidade local. “Volte para a igreja. Envolva-se”, orientou o psiquiatra e finalizou: “Envolva-se com grupos. Temos que voltar. E realmente, não há lugar melhor para resolver isso do que a igreja.”

Dentro desse contexto, o cirurgião geral Vivek H. Murthy ressaltou que a solidão é uma preocupação de saúde pública nos Estados Unidos. Ele afirmou, no entanto, que muitas pessoas não admitem por não se sentirem confortáveis com a exposição.

“Este é um problema com o qual muitas pessoas lutam nas sombras, porque se sentem envergonhadas. E isso também se aplica a mim”, analisou, compartilhando que já enfrentou o mesmo problema em algumas fases da vida. No entanto, ele conseguiu superar com a ajuda da esposa e a socialização.

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