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quinta-feira, 20 junho 2024

Você foge ou se aproxima da aparência do mal?

Não basta dizer que é cristão. É preciso viver segundo os princípios cristãos que estão na Bíblia. Foto: Freepik

Não basta se distanciar do mal. É preciso também se afastar daquilo que desonra a Deus

Por Cristiano Stefenoni

O limite entre o certo e o errado pode ser uma linha muito tênue. Não é à toa que o apóstolo Paulo já havia advertido sobre isso em I Ts 5:22: “Fugi de toda a aparência do mal”. Mas o que seria essa “aparência do mal”? Em tempos de folia carnavalesca, nunca esse tema foi tão necessário.

De acordo com o pastor e professor acadêmico, Geraldo Moyses Gazolli Junior, que é mestre em Ciências da Religião e doutorando em Teologia, não basta o cristão se distanciar do que é mal, mas é preciso também se afastar de tudo aquilo que “parece” ser mal. E que se algo traz desonra ao nome de Deus ou ‘parece’ desonrar, devemos evitar.

Além disso, o pastor diz que contexto cultural, sexualizado e idólatra da época de Paulo, teria sido o pano de fundo para a fala do apóstolo, principalmente, porque muitos conviviam com o erro para não incitar a ira dos amigos. Algo parecido com o que acontece hoje, quando alguns crentes dão um mal testemunho por não querer contrariar aqueles amigos que não vivem o cristianismo.

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“Os motivos que levaram Paulo a esse alerta são exatamente os mesmos que fazemos hoje aos jovens que querem ir com os amigos ao Carnaval. Os crentes em Tessalônica compreendiam que, ao se absterem das atividades sociais e religiosas da cidade, enfrentariam o risco de despertar o ressentimento e a ira de seus antigos amigos, conforme indicado em João 17:14”, justifica Gazolli Jr.

O pasto explica que, naquela época, Tessalônica era pontilhada por numerosos templos dedicados às divindades gregas como Zeus, Ártemis e Apolo, além de alguns deuses egípcios. O culto ao imperador também exercia uma forte influência e todos os cidadãos eram obrigados a participar dos rituais desse culto, sendo a recusa encarada como uma forma de rebelião contra Roma.

“A adoração aos ídolos fomentava um ambiente de notória promiscuidade. Cabiros, o deus tutelar de Tessalônica, Dionísio, Afrodite e a deusa egípcia Ísis compartilhavam uma característica marcante: uma adoração intensamente sexualizada, repleta de orgias e excessos alcoólicos. Relações extramatrimoniais e prostituição eram amplamente aceitas, e a fornicação não era considerada pecaminosa”, explica.

O pastor ainda ressalta que a sociedade tessalonicense, influenciada pela cultura romana, oferecia aos seus habitantes uma ampla gama de indivíduos dispostos a satisfazer todos os seus desejos, como observado no Trinity Journal: ‘os cidadãos tinham à sua disposição os serviços de um número incontável de homens e mulheres dispostos a satisfazer todos os seus desejos; e os médicos aconselhavam que esses desejos não fossem reprimidos’.

“Diante desse cenário, Paulo exortou os cristãos em Tessalônica a ‘abster-se da fornicação’ e a evitar a ‘concupiscência desenfreada’ e a ‘impureza’. Infelizmente, hoje, encontramos pessoas que não sentem mais sequer vergonha do pecado e inclusive apreciam gerar desconforto aos irmãos”, lamenta o pastor.

Gazolli Junior lembra ainda que um dos principais motivos para o crente se afastar da aparência do mal é para que o nosso testemunho não prejudique a vida espiritual de outra pessoa. Ou seja, evitar tudo aquilo que pode levar os outros a pensarem algo errado de nós, mesmo que não estejamos cometendo esse determinado erro.

“Devemos nos preocupar com o próximo e buscarmos ser santos, separados para Deus. Quando decidimos seguir a Cristo, colocamos um ‘alvo’ em nossas costas. Muitas pessoas estarão ‘de olho’ em nossas ações, alguns serão tocados pelo testemunho, outros, apenas buscarão motivos para nos usarem de argumentos para desacreditar a fé cristã”, alerta o pastor.

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