ONU lembra vítimas de violência religiosa e de crença

Foto: Reprodução

O Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença, aprovado pela ONU, foca a crescente violência e intolerância religiosa no mundo

A violência religiosa é um grave problema em todo o mundo. Nesta quinta (22) é celebrado, pela primeira vez, o Dia Internacional em Homenagem às Vítimas de Atos de Violência Baseados na Religião ou Crença. E a data foi instituída na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em maio deste ano. Acima de tudo, o objetivo é fortalecer o debate sobre o problema.

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) é uma das instituições envolvidas com a causa. “Este dia é um passo importante para garantir que mais atenção seja dada aos cristãos perseguidos no futuro”, disse Thomas Heine-Geldern, presidente da ACN. A instituição que desenvolve diversos projetos em prol de cristãos perseguidos recebeu com “satisfação e comprometimento” a comemoração.

Brasil

O embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Nestor Forster, falou ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), hoje (22). E em seu discurso, destacou a importância da liberdade religiosa no mundo.

Forster agradeceu ao governo da Polônia, com ênfase ao Ministro das Relações Exteriores, Jacek Czaputowicz, pela atenção ao problema. O ministro levou a questão da perseguição religiosa à atenção do Conselho de Segurança da ONU.

“A liberdade religiosa está na base das políticas públicas promovidas pela administração do presidente Jair Bolsonaro“, disse Forster. Lembrou o trabalho dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; e da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves. Ambos alinhados com a mesma agenda.

Violência religiosa

Pesquisas realizadas pela Portas Abertas e instituições parceiras apontam que a intolerância e perseguição religiosa abrangem mais de 60 países no mundo. E na lista Mundial da Perseguição, o ato é classifica como extremo, severo e alto em 50 países.

Segundo o estudo, países como Coreia do Norte, Afeganistão, Somália e Paquistão integram a classificação de extremos em nível de perseguição. O que não exclui os demais países que têm sua origem em religiões extremistas e que apresentam alta pontuação nas pesquisas. Governos que hostilizam cristãos e não aceitam outra religião, senão a oficial, também configuram como fontes de perseguição.

O CEO da instituição, Dan Ole Shani, celebrou. “Portas Abertas apoia e celebra essa data para lembrar aqueles cujas vidas foram tragicamente afetadas pela violência, levadas a cabo simplesmente porque são da ‘religião errada’ ou se recusarem a negar sua fé”, disse.

Ele ainda lembrou que a ação contínua da Portas Abertas vem apoiando e dando suporte a cristãos perseguidos pelo mundo, há mais de 60 anos. “Continuaremos a reunir a igreja livre em todo o mundo para nos unir à nossos irmãos perseguidos”, afirmou. E Shani completou: “continuaremos a pedir a Deus que dê a seu povo força para se apegar a Ele por meio da perseguição”.

*Da Redação, com informações de Portas Abertas


Leia mais

“As pessoas não sabem que cristãos são perseguidos”, diz Marco Cruz
ONU cria dia para lembrar da perseguição religiosa