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terça-feira, 26 outubro 2021

Um “ensaio” para a chegada da perseguição religiosa no Brasil?

Com a pandemia do Covid-19 e o decreto da quarentena, muitas autoridades estão se excedendo na hora de cumprir com suas obrigações.

Por Cris Beloni

Na última quinta-feira, em Santa Catarina, no bairro de Forquilhinha, um culto doméstico de apenas 5 pessoas foi interrompido por policiais locais, que alegaram que o pequeno grupo estava “infringindo o decreto de 18 de março – 515/2020” emitido pelo governador do Estado, Carlos Moisés da Silva.

Segundo o decreto, no Artigo 3º “Ficam suspensos, em todo território catarinense, pelo período de 30 (trinta) dias, eventos e reuniões de qualquer natureza, de caráter público ou privado, incluídas excursões, cursos presenciais, missas e cultos religiosos.”

A Polícia Militar informou que a interrupção era necessária para não promover uma aglomeração de pessoas e evitar a disseminação da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

No boletim de ocorrência emitido pela PM diz que “cinco pessoas da mesma família estavam orando dentro de sua casa, no Residencial Forquilhinha, mas interromperam as orações e não sabiam que o decreto estadual proibia cultos dentro da própria residência”.

Boletim de Ocorrência PMSC
Boletim de ocorrência registrado pela PM de Santa Catarina

A família foi aconselhada a parar o culto. O ocorrido despertou a população a refletir se essa ação se enquadra em abuso de autoridade. Por outro lado, líderes cristãos já estão se manifestando, apontando para um possível “ensaio para a chegada da perseguição religiosa” no Brasil.

Protestos

A psicóloga e ativista cristã, Marisa Lobo, protestou através de suas redes sociais. “Veja como estão se aproveitando do coronavírus para perseguir a igreja evangélica”, disse. Ela acredita que “quando uma pessoa tem o discernimento de Deus, ela consegue enxergar além”, e citou o pastor Silas Malafaia, que foi um dos primeiros a fazer o alerta.

“Há governadores ‘comunistas’ se aproveitando da situação. A preocupação deles não é com o coronavírus ou com a população, eles querem penalizar a igreja, as pessoas que têm valores iguais aos do presidente da República e que o elegeram”, sinalizou.

Além disso, a psicóloga avisou que em diversas cidades há o toque de recolher às 20hs. “Estão obrigando a população a ficar dentro de casa e agora não pode nem mais orar? Em Paranaguá e Araucária, no Paraná, também estão fazendo isso e passando dos limites. Há vários casos no Brasil inteiro. Que isso, uma ditadura?”, questionou.

Igreja é refúgio

“A igreja nessa hora é uma agência da saúde emocional, tão importante quanto os hospitais. As pessoas estão em pânico, apavoradas. E a igreja é um refúgio”, disse Malafaia um pouco antes da quarentena.

Há poucas horas, ele também se manifestou sobre o culto doméstico interrompido em Santa Catarina. “Afrontou a Constituição e a lei federal”, disparou. O próprio presidente, Jair Messias Bolsonaro, fez um decreto mostrando que o trabalho das igrejas também tem utilidade essencial. Segundo Malafaia, a ordem do governador é uma violação de preceitos constitucionais.

O pastor também lembrou que muitas pessoas estão se reunindo até para ouvir música dentro de casa. Só orar que não pode?

Marisa Lobo responde exclusivamente à Revista Comunhão:

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