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domingo, 16 maio 2021

Um em cada 12 cristãos sofre altos níveis de perseguição religiosa

Dados foram apurados em pesquisas da Portas Abertas.

A missão Portas Abertas, que dá apoio a cristãos em situação de perseguição religiosa, estabeleceu pesquisas para compor a atualização de 2017 para a Lista Mundial de Perseguição.

Durante a apuração, a instituição afirmou que cerca de 215 milhões de cristãos vivendo nos 50 países de maior perseguição no mundo estão expostos a níveis altos de perigo. A Portas Abertas afirma que, proporcionalmente, equivale em um em cada 12 cristãos.

A instituição, ainda, reafirma que a maior parcela desta população está concentrada em quatro países, os quais são Etiópia, Nigéria e também os superpopulosos orientais Índia e China. Na Ásia, a porção é de 100 milhões.

Além disso, a Portas Abertas defende a tese que, dos 50 países classificados, em 21 todos os cristãos, independentemente da região, sofrem níveis altos de perseguição religiosa.
O nível ‘alto’ da lista, por sua metodologia, é estabelecido “onde viver como um cristão significa que, embora possa haver uma igreja tolerada que goze de alguma liberdade, na prática, cristãos proeminentes são alvos, as próprias igrejas sujeitas a restrições significativas e há restrições também de cristãos em áreas como educação e emprego”.

Os membros da Portas Abertas ainda evitam transmitir detalhes mais específicos dos números coletados porque “os governos e movimentos perseguidores podem utilizar esses detalhes para lançar novas medidas de repressão”, afirmam.

Segundo eles, ainda, os governos locais estariam sondando igrejas de neófitos ex-muçulmanos para identificar traços – isso especialmente em regiões como a Ásia, África e Oriente Médio.

Um dos casos destacados pela instituição é o do pastor John Njaramba Kiruga, que permaneceu em uma região considerada perigosa no Quênia e foi assassinado em julho de 2016.

O homem deixou esposa e filhos, e antes de viajar enviou um e-mail a um amigo, cujo texto consistia: “Vou para Mandera amanhã. Ore por nós e conosco pelo Quênia. Mandera não é seguro por enquanto, mas precisamos pregar a paz a todo o custo, John”.

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