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terça-feira, 16 agosto 2022

Uganda: missionários batizam mais de 200 pessoas da isolada tribo Batwa

Foto: Reprodução/Alfa Omega News

O trabalho de evangelismo é realizado pela Hope Mission Romania em parceria com diversas igrejas. Saiba mais!

Por Patricia Scott 

Missionários da Hope Mission Romania investem recursos no evangelismo da tribo Batwa, localizada na região de Rubuguri, em Uganda. A iniciativa, que ocorre há mais de 10 anos, tem a colaboração de igrejas do Canadá, Estados Unidos, Romênia e outros países da Europa. A instituição missionária contribui para a transformação desta comunidade que vivia isolada na região oeste do país, no distrito de Kisoro.

O despertar espiritual tem acontecido: 232 pessoas foram batizadas nas águas. Elas são frutos dos projetos de evangelização desenvolvidos Hope Mission da Romênia. O pastor Vasile Bojor, presidente da Comunidade Regional de Cristãos Pentecostais de Cluj, Romênia, foi quem batizou as pessoas. Estiveram presentes para o momento especial mais de duas mil pessoas, membros da comunidade Batwa, como também autoridades locais e regionais.

“Nós costumávamos viver como animais na selva”, contou Jovanis Nyirakayanje, um pigmeu batwa, à CBN News, que revelou ainda: “A gente fumava, bebia, fazia bruxaria. A gente adorava o diabo”. Ele foi um dos primeiros a ouvir a mensagem de Salvação do Evangelho.

O Dr. Scott Kellerman, médico norte-americano, é um dos missionários que, atualmente, vive na tribo. “Eles são muito pequenos, tem uma média de 1,20 centímetros de altura. Eles caçavam com flechas envenenadas e redes, e se alimentavam de frutas das árvores ou raízes do solo”, revelou Kellerman.

A população da tribo vivia na floresta de Bwindi, no sudoeste de Uganda. “Na verdade, eles viviam na idade pré-histórica. Eles não tinham ferramentas de pedra. Portanto, há poucos registros dos Batwa”, contou o médico.

Sem oportunidades
Depois de séculos vivendo em cavernas e árvores, os Batwa se tornaram refugiados sem terra, sem comida, sem roupa ou abrigo. Isso ocorreu, a partir de 1992, quando o governo de Kampala, capital da Uganda, decidiu expulsar o grupo para preservar a floresta, que estava repleta de gorilas em extinção.

“As pessoas não davam a eles oportunidade para trabalhar, porque elas achavam que esses pigmeus eram como animais”, detalhou Tugume Gerald, que é pastor dos pigmeus batwa, ao lado da esposa Barbara.

O casal deixou a capital de Uganda. Mudou-se para a pequena aldeia de Kisoro, na borda da selva equatorial. No local, eles iniciaram um ministério entre os pigmeus. “Comecei a pregar a mensagem de esperança aos desabrigados”, salientou o pastor.

Chegada do Evangelho

O pastor Tugume Gerald relatou que muitos milagres aconteceram entre os Batwa. Segundo ele, pessoas diagnosticadas com aids ficaram saudáveis e uma criança foi ressuscitada.

“Eles trouxeram a menina praticamente morta e começaram a orar por ela. Oraram e oraram. Na verdade, eles oraram por cinco horas! Eu estava lá e não conseguia acreditar. A criança ficou saudável. Eu disse: ‘Glória a Deus!’”, relatou Barbara Gerald, que iniciou com o marido a primeira igreja na comunidade dos Batwa. “Chegam a vir até mil pigmeus para a igreja”, frisou o pastor Tugume.

Uma escola voltada para os pigmeus foi implantada pelos missionários. Muitos homens deixaram de ser caçadores. Assim, passaram a conseguir uma renda melhor como agricultores. As mulheres também aprenderam a desenvolver novas habilidades.

Estima-se que milhares de Batwa ainda não ouviram falar de Jesus, apesar do trabalho missionário. “Como Cristo fez por mim, acredito que Sua mensagem de salvação muda a vida de minha tribo”, testemunhou Nyirakayanje.

Com informações CBN News

 

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