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quinta-feira, 4 DE dezembro DE 2025

Trump deu ultimato para Maduro deixar o poder na Venezuela, diz jornal

Jornal revela ultimato de Trump a Maduro para deixar a Venezuela, com oferta de exílio. Detalhes da ligação mostram pontos de desacordo e tensões militares - Foto: Fotos Públicas
Jornal revela ultimato de Trump a Maduro para deixar a Venezuela, com oferta de exílio. Detalhes da ligação mostram pontos de desacordo e tensões militares - Foto: Fotos Públicas

Presidente dos EUA tentou evitar confronto direto com Caracas em ligação intermediada por Brasil, Catar e Turquia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, deixasse o país imediatamente em uma ligação entre os dois líderes, de acordo com informações do jornal americano Miami Herald.

A ligação, que ocorreu na semana passada, foi intermediada por Brasil, Catar e Turquia. Durante a conversa, Trump foi direto ao ponto e garantiu que Maduro, sua esposa Cilia Flores e seu filho poderiam partir para o exílio, mas ele teria que renunciar e permitir o retorno da democracia no país.

De acordo com o jornal da Flórida, a ligação foi vista como o último esforço de evitar um confronto direto entre Caracas e Washington.

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A conversa ocorreu em meio a sinais crescentes de que o governo Trump está preparando operações militares dentro da Venezuela. Washington denominou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista e acusou Maduro de liderar o esquema.

Na quinta-feira, 27, Trump afirmou que os esforços contra traficantes de drogas venezuelanos “por terra” começarão “muito em breve”, o que aumentou ainda mais as tensões com Caracas, que alega que a campanha antidrogas americana tem como objetivo na verdade a derrubada do ditador Nicolás Maduro.

“Quase paramos (o narcotráfico). Cerca de 85% do trânsito por via marítima foi interrompido”, disse Trump em uma videochamada de Ação de Graças para as tropas americanas de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Segundo o Miami Herald, as conversas não foram para frente por conta de três pontos-chave que Caracas e Washington não conseguiram concordar.

Primeiro, Maduro pediu “anistia global” por quaisquer crimes que ele e seu grupo político tenham cometido. Trump rejeitou a proposta.

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Depois, o regime chavista sugeriu que poderia permitir eleições livres na Venezuela em troca de reter o controle das Forças Armadas do país. Washington também negou.

Por fim, as partes discordaram sobre o prazo para a saída de Maduro do poder. Trump queria que o ditador partisse para o exílio imediatamente, mas ele teria recusado.

Vários países foram ventilados como possíveis locais de exílio para Maduro, como Cuba, Irã, Rússia e Turquia.

Fechamento do espaço aéreo

Depois da conversa com Maduro, Trump anunciou no sábado, 29, que companhias aéreas e pilotos deveriam considerar o espaço aéreo da Venezuela totalmente fechado. O aviso foi feito em uma publicação na rede social Truth Social.

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor considerem o fechamento completo do espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela. Obrigado pela atenção a este assunto!”, escreveu Trump.

Segundo o Miami Herald, o regime chavista tentou organizar outra ligação com Washington depois do anúncio de Trump, mas não obteve resposta.

A ligação entre Trump e Maduro foi noticiada pelo jornal americano The New York Times na sexta-feira, 28. No domingo, 30, o republicano confirmou a conversa a repórteres a bordo do Air Force One durante uma viagem de retorno a Washington depois de passar o feriado do Dia de Ação de Graças na Flórida.

“Eu não quero comentar sobre isso. A resposta é sim”, afirmou ele à imprensa, segundo informações da CNN. “Não diria que [a ligação] foi bem ou mal… foi apenas uma chamada telefônica”, completou, ainda de acordo com a rede de televisão.

O jornal informou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, um dos principais críticos do regime ditatorial de Maduro, também participou da chamada.

(Com informações da Agência Estadão, Por Redação O Estado de S. Paulo)

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