Trump inicia oficialmente campanha de reeleição

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Apesar das polêmicas, o governo Trump foi marcado por discursos contra o aborto, encontro com pastores e estabeleceu parcerias do governo com as igrejas

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu início oficialmente a sua campanha para reeleição no próximo ano. Na noite desta terça-feira (18), Trump falou em um comício em Orlando, no estado da Flórida.

No discurso direcionado a uma enorme multidão de apoiadores que durante seu mandato, a economia americana se tornou a “inveja do mundo” e a “maior” na história do país. Trump afirmou que seu governo foi o que teve mais conquistas durante seus primeiros dois anos e meio.

Para o estudioso de relações internacionais Rafael Simões, a eleição do presidente norte-americano, Donald Trump, deve ser entendida como um fenômeno global de disruptura com padrão vigente. “Desde o fim da segunda Guerra Mundial em que instituições transnacionais como ONU, FMI e Banco Mundial, União Europeia tinham um controle, uma maior ingerência sobre assuntos nacionais. Isso tem sido questionado nos últimos anos”, explica Simões que é Coach Integral Sistêmico, bacharelando em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória (ES) e graduado em Comércio Exterior pela Faesa (ES).

Rafael Simões. Foto: Arquivo/Comunhão

“Tendo dito isso há uma grande possibilidade da reeleição do presidente Trump, uma vez que ele conseguiu implementar políticas de crescimento e aumento de emprego no seu país, que dá a ele um grande capital político para pleitear uma nova temporada na Casa Branca. Para o Brasil, isso é bastante interessante, uma vez que o Governo eleito, de Jair Bolsonaro, investiu pesado nas relações diplomáticas e alinhamento com os Estados Unidos e, caso haja realmente a reeleição do presidente Trump, será de grande valia para o Brasil”, ressalta.

“Para os cristãos, de maneira geral, também será positivo. Já que há uma semelhança entre os eleitores do presidente norte-americano e os eleitores do presidente brasileiro: em sua grande maioria são cristãos, conservadores e mais alinhados à direita, que foi o que levou Trump com seu Partido Republicano ao poder, e aqui no Brasil também, em parte, formando esse movimento de disruptura”, concluir Simões.

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No momento, mais de 20 pessoas estão buscando a nomeação do Partido Democrata para a candidatura. Pesquisas de opinião mostram o ex-vice-presidente Joe Biden como favorito.

*Com informações da Agência Brasil.


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