A transformação de quem encontra Jesus

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Uma cristã do Norte da África compartilha a transformação de sua vida após conhecer o amor de Jesus

É comum ouvirmos histórias por aí da transformação do evangelho na vida de quem aceita Jesus como Salvador. E não foi diferente com Sofia (nome alterado por segurança), uma cristã, do Norte da África.

“Você muda completamente! Não é mais a mesma pessoa. Eu era muito orgulhosa e convencida. Porém, quando você se torna cristão, aprende a dar e cada vez que encontra novos recursos quer dar mais. Você encontra novas fontes para amar e perdoar. Antes de ser cristã, meu lema era: ‘Vingança é um prato que se come frio’.

Cada vez que alguém me prejudicava, me acalmava e pensava em uma forma de devolver o mal. O fato de encarar muitos desafios e ser capaz de perdoar, para mim é um milagre! Tenho consciência que agora tenho a Cristo, o maior tesouro que se pode ter. Não preciso de muitas coisas para ser feliz, apenas de calma, paz e viver com Jesus Cristo. Isso é tudo”, declarou ao falar da transformação.

Ela teve dificuldades quando ouviu dos médicos que seu marido tinha apenas mais seis meses de vida. “Eu não podia acreditar. Afinal, somos filhos de Deus. Ele nos ama e por isso, o câncer não deveria nos alcançar. Então, eu virei para Deus e disse: ‘O que está fazendo conosco? Nós estamos em uma igreja! Estamos lhe servindo!’. Era como se estivesse exigindo uma compensação pelo que estava fazendo. Eu disse a Deus: ‘Mustapha é um de seus melhores filhos!’. E o Senhor me respondeu: ‘Ele não precisa mais provar isso. Ele deu provas de seu amor por mim e agora o quero comigo. Você ficará bem sem ele. A vida sem ele não será necessariamente ruim’”, conta.

Firme na fé

Sofia compartilha que o que mais machucou foram as pessoas dizendo que mereciam o que aconteceu por terem se tornado cristãos. “Eles sempre vinham à nossa casa dizendo que ele deveria voltar ao islamismo. Mas ele recusou, disse que permaneceria e morreria como cristão”, compartilha.

O marido morreu, mas Sofia permanece firma na fé. E continua sendo transformada. “Toda vez que olho para trás, há esse grande vazio. Mas não é necessariamente uma vida ruim. Mustapha não está mais aqui para me apoiar, mas tenho um apoio mais forte, que nunca me abandona.

Como disse antes, o fato de sermos rejeitados por nossas famílias significa que confiamos muito nos outros. Essa foi uma grande lição. Não devemos colocar nossa confiança em pessoas, devemos confiar apenas em Deus. Ele nunca fica doente, nunca morrerá, sempre estará vivo para nos ajudar e apoiar, o que é maravilhoso!”, conclui.


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