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sexta-feira, 1 julho 2022

Ton Carfi sobre o racismo: “podemos vencer”

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Foto: Reprodução/ Globo Play

Durante participação no Programa “É de casa”, da Globo, no sábado, 20, Ton Carfi falou sobre o projeto Novos Sonhos, na Cracolândia, em São Paulo e sobre racismo, do qual já foi vítima de preconceito

Padrinho do projeto “Novos Sonhos”, que atende crianças em situação de vulnerabilidade social, na Cracolândia em São Paulo, o cantor Ton Carfi falou sobre o projeto. E também sobre o racismo, da qual também já foi vítima de preconceito. Ele participou do Programa É de Casa, da TV Globo, no sábado, 20.

O projeto Novos, que é da Junta de Missões Nacionais, existe desde 2010, e oferece oficinas de graça para meninos e meninas da Cracolândia.

“Esse é um projeto que atende 600 crianças que estão em situação de risco. Muitas delas são filhos de usuários de crack, essa droga maldita, mas que estão sendo alcançadas. Aqui temos aula de balé, de judô e jiu jitsu. Além disso, tem alimentação para as crianças”, explicou o cantor.

Segundo ele, por contada pandemia do novo coronavírus, o projeto teve que ser suspendido. Mas os voluntários estão indo até as crianças levando alimentos. Além disso, o local está passando por uma reestruturação. Serão construídos novas salas e biblioteca.

Racismo

Durante a conversa, Ton Carfi também sobre os movimentos que estão sendo levantados no mundo todo em apoio às pessoas negras, a exemplo do “Vidas Negras Importam”.

“Eu vejo um movimento lindo. Infelizmente a gente tem que estar lutando contra isso até hoje. O George Floyd é o nosso Martin Luther King contemporâneo. A diferença é que na marcha de Luther King, só negros marcharam e na marcha de Floyd, negros e brancos então marchando. Isso mostra a evolução e a conscientização na sociedade, sobretudo, deste tema tão importante que é o racismo”, disse o cantor.

O artista declarou também que já sofreu racismo. E que por isso, luta será sempre contra qualquer preconceito. Inclusive através de suas composições musicais.

“A gente não quer só ‘não morrer’, quer vencer também. E estar mais presente na classe alta da sociedade, não apenas como um jogador de futebol, lutador ou cantor, mas também como um médico, um advogado. E para isso precisamos de políticas de inclusão do negro, progresso e centralização da sociedade. Com a minha arte e minha música estou levando superação para o negro, a gente consegue vencer e podemos vencer”.

O artista aproveitou a oportunidade e cantou um trecho da sua música “Olha Eu Aqui”, que fala da superação diante dos empecilhos da vida. Para assistir a participação do Tom no Programa acesse aqui.

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