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sexta-feira, 23 abril 2021

Testes da vacina chinesa contra covid-19 começam em São Paulo

Doses da vacina produzida pelo laboratório Sinovac chegaram em SP na madrugada desta segunda. Testes começam em profissionais de saúde no Hospital das Clínicas de São Paulo

Por Gonçalo Júnior

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou oficialmente nesta terça-feira, 21, o início dos testes com a vacina chinesa contra o coronavírus. A primeira pessoa a receber a vacina, chamada Coronavac, foi uma médica do Hospital das Clínicas (HC) que não teve a identidade revelada.

Ao todo, nove mil voluntários vão receber a vacina em 11 centros de pesquisa. O governo estima que o estudo deverá ser concluído até setembro. Se os testes forem bem-sucedidos, a vacina pode começar a ser produzida no início de 2021.

“É um dia histórico, dia 21 de julho. É um dia de orgulho para São Paulo e para o Brasil. Nós acabamos de presenciar a aplicação da primeira dose de vacina”, anunciou o governador João Doria (PSDB) no início da entrevista coletiva na manhã desta terça-feira em São Paulo.

A primeira dose está sendo aplicada nos 890 funcionários do HC nesta terça-feira. Daqui a 14 dias, a segunda dose será aplicada e, durante esse período, os voluntários serão acompanhados por médicos.

Esper Kallas, médico do departamento de moléstias infecciosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas do Instituto Central do Hospital das Clínicas FMUSP, explica esta é a terceira fase de testes desta vacina, mas a primeira no Brasil. “Ao longo da semana, vamos continuar vacinando os voluntários”, disse.

Parceria

Os testes fazem parte de uma parceria com o Instituto Butantã. Inicialmente, o governo estadual havia anunciado que os testes começariam já nesta segunda-feira, 20, mas houve atraso para liberação das doses no aeroporto. As vacinas chegaram da China, em voo da Lufthansa, com escala em Frankfurt (Alemanha).

De acordo com o governo estadual, o Instituto Butantã está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. O acordo com o laboratório chinês prevê que, se a vacina for efetiva, o Brasil receberá ainda 60 milhões de doses fabricada na China para distribuição.

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