Mais do que acumular bens, o cristianismo propõe uma revisão das prioridades, o desafio não é ter dinheiro, mas compreender o propósito do que se tem
Por Patrícia Esteves
A ideia de riqueza costuma ser associada a metas financeiras, conquistas profissionais e estabilidade material. Mas, para a fé cristã, o conceito é mais amplo e exige uma pergunta anterior baseada em qual é o propósito do que se possui. Ao refletir sobre avaliação, escolhas e investimentos para 2026, o pastor Hernandes Dias Lopes propõe uma inversão de lógica ao afirmar que “nessa sociedade de valores invertidos, as pessoas esquecem de Deus, amam o dinheiro e usam as pessoas”.
Ao tratar das prioridades da vida, Hernandes Dias Lopes aponta que o problema não está na posse em si, mas na desordem dos valores. “Quando nós fomos chamados para adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas”, ele observa, destacando que a inversão desse princípio compromete o sentido da própria existência. A consequência, segundo ele, é uma vida marcada por acúmulos que não produzem plenitude, mesmo quando há prosperidade material.
Essa distorção aparece também no modo como o dinheiro passa a ocupar o centro das decisões. “Talvez Deus tenha sido jogado para a lateral da sua vida”, alerta, ao mencionar uma rotina em que fé, relações e gratidão ficam subordinadas à busca por resultados. A riqueza deixa de cumprir um propósito e passa a apenas ocupar espaço dessa forma.
Investir é escolher onde colocar o coração
Ao falar de investimento, o pastor amplia o conceito para além das finanças. Ele menciona escolhas que revelam onde está o valor real de cada pessoa, seja casamento, filhos, relacionamentos, trabalho e vida espiritual. “Muitas pessoas têm muito dinheiro, mas têm um casamento fracassado. Há outras pessoas que nem têm tanto dinheiro, mas têm um casamento feliz”, afirma.
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A noção de riqueza, de acordo com o pastor, não está ligada ao quanto se possui, mas ao sentido atribuído a cada escolha. “Se você tem Deus, você tem tudo”, resume Hernandes Dias Lopes, ao afirmar que a plenitude nasce quando bens, tempo e relações encontram um propósito maior. Mais do que acumular, a verdadeira riqueza começa quando se entende para que se tem e para quem se vive.

