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quinta-feira, 18 agosto 2022

Tecnologia é utilizada para perseguição aos cristãos ao redor do mundo

Cristãos são cada vez mais vigiados com a utilização da tecnologia - Foto: Ilustrativa/Reprodução

Especialista afirma que “todas as formas de perseguição digital estão crescendo a um ritmo assustador”, Saiba mais!

Por Patricia Scott

As minorias religiosas podem deixar de existir em meio à crescente perseguição cibernética, segundo Portas Abertas. Novo relatório da instituição missionária aponta que a tendência pode se espalhar ao redor do mundo, caso os governos democráticos não agirem imediatamente.

O documento adverte que há um aprimoramento cada vez mais intenso da “opressão tecnológica” contra os cristãos, seja na forma de vigilância e censura. O relatório pede ao governo do Reino Unido que reconheça a perseguição digital e aborde o fenômeno com urgência.

Como acontece a perseguição?

Um cenário evidenciado de “autoritarismo digital” é realidade na China. No país asiático, as mídias sociais são monitoradas, postagens são bloqueadas. Há punição ou cancelamento para aqueles que visitam determinados sites.

As notícias são filtradas, sem contar que as divulgadas carregam conteúdo ideológico e, muitas vezes, com forte tom nacionalista. O Partido Comunista Chinês tem investido na doutrinação dos jovens, que utilizam a internet.
“Com o tempo, a censura altera as opiniões da população”, revela o relatório da Portas Abertas. A instituição informa ainda que cada vez é mais difícil comprar materiais cristãos on-line, na China.

“Os aplicativos da Bíblia foram removidos das lojas de aplicativos on-line, incluindo as lojas de aplicativos do Google e da Apple”, divulgou Portas Abertas.
Outras localidades

A África e a Índia também são exemplos de países que utilizam de aparato tecnológico para reprimir as minorias religiosas. Em todo o mundo, nos locais mais críticos de perseguição, as mídias sociais são ferramentas para disseminar desinformação, como ainda notícias falsas sobre comunidades religiosas minoritárias. Elas são “demonizadas”, e o reflexo dessa postura é a violência e a opressão.

“Isso tem sido fundamental para estimular a violência da multidão contra minorias cristãs e muçulmanas em vários estados da Índia, por exemplo”, informa Portas Abertas.
Em Mianmar, circularam acusações on-line de cristãos sendo os responsáveis pela pandemia. As informações afirmam que os seguidores de Jesus espalharam o vírus da Covid-19 pelo país. Geralmente, apontam para os cultos e também as reuniões da Igreja.

Situação grave

David Landrum, diretor de Advocacia e Mídia da Portas Abertas, na Irlanda, ressaltou que multidões e grupos terroristas em todo o mundo estão fazendo uso de plataformas digitais para fortalecer o controle sobre as minorias religiosas. “O mais chocante de tudo é que os governos estão fechando os olhos para isso ou até mesmo incentivando ativamente o comportamento opressivo violento”.

Landrum salientou que é vital que governos e empresas de tecnologia entendam a gravidade da situação. Segundo ele, o relatório também recomenda que as empresas de tecnologia digital sejam solicitadas a resistir às demandas de regimes autoritários para censurar seus serviços.

O documento pede o estabelecimento de um padrão internacional em torno do desenvolvimento e exportação de tecnologia de vigilância, Isto para que os direitos das minorias religiosas sejam protegidos. As plataformas de mídia social são chamadas para combater a desinformação e remover incitações ao ódio contra minorias religiosas.

“Todas as formas de perseguição digital estão crescendo a um ritmo assustador”, observou Landrum. Ele enfatizou que é necessário derrotar a perseguição digital no sentido de evitar no futuro sérias dificuldades.

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