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quinta-feira, 18 agosto 2022

Técnico cristão vence processo após ser demitido por orar em campo

Foto: Reprodução

A Suprema Corte dos EUA decidiu por 6 a 3 que o Distrito Escolar de Bremerton discriminou o treinador Joe Kennedy. Saiba mais!

Por Patricia Scott 

Em decisão divulgada na manhã desta segunda-feira (27), a Suprema Corte dos EUA decidiu por 6 a 3 que o Distrito Escolar de Bremerton, em Washington, discriminou o treinador Joe Kennedy por orar no campo após os jogos. 

“Kennedy orou durante um período em que os funcionários da escola estavam livres para falar com um amigo, fazer uma reserva em um restaurante, verificar e-mail ou atender a outros assuntos pessoais. Ele ofereceu suas orações em silêncio enquanto seus alunos estavam ocupados. Ainda assim, o O distrito escolar de Bremerton o disciplinou de qualquer maneira”, escreveu o juiz Neil Gorsuch, quanto à opinião do tribunal.

O presidente do tribunal John Roberts e os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito, Amy Coney Barrett e Brett Kavanaugh compartilharam da mesma visão de Neil. “Tanto as cláusulas de livre exercício quanto de liberdade de expressão da Primeira Emenda protegem expressões como a do Sr. Kennedy… A Constituição e o melhor de nossas tradições aconselham respeito e tolerância mútuos, não censura e supressão, tanto para visões religiosas quanto não religiosas”, declarou ainda Gorsuch.

A juíza Sonia Sotomayor discordou da decisão da Corte acompanhada pelos juízes Stephen Breyer e Elena Kagan. Ela argumentou que “a oração liderada por oficiais atinge o cerne de nossas proteções constitucionais para a liberdade religiosa de estudantes e seus pais, conforme incorporado tanto na Cláusula de Estabelecimento quanto na Cláusula
de Livre Exercício da Primeira Emenda”.

Foto: First Liberty Institute

Segundo Sonia, a “decisão é um desserviço às escolas e aos jovens cidadãos que servem, bem como ao compromisso de longa data de nossa nação com a separação entre Igreja e Estado”.

Entenda o caso

Após os jogos de futebol do Ensino Médio, o cristão Joe Kennedy tinha a prática de ir para a linha de 50 jardas para orar. Em 2015, o distrito escolar suspendeu Kennedy e, depois, decidiu não renovar, justamente por ele se causar em parar de orar em campo.

Em 2016, Kennedy processou o distrito escolar sob a acusação de violação à liberdade religiosa. “Nenhum professor ou treinador deve perder o emprego por simplesmente expressar sua fé em público”, disse Kelly Shackelford, CEO da First Liberty, em comunicado, e continuou: “Ao aceitar este importante caso, a Suprema Corte pode proteger o direito de todo americano de se engajar em expressões religiosas privadas, incluindo orar em público, sem medo de punição.”

Em 2017, três juízes do Tribunal de Apelações do Nono Circuito dos EUA decidiram contra o treinador. Já a Suprema Corte, em 2019, inicialmente, se recusou a ouvir o caso. Já em março de 2021, novamente, três juízes do Nono Circuito decidiram contra Kennedy.

O juiz Milan D. Smith Jr. foi o autor da opinião unânime. “Não há dúvida de que um observador objetivo, familiarizado com a história da prática de Kennedy, veria suas demonstrações como o endosso do BSD a uma fé particular. Por essa razão, o BSD tinha justificativa adequada para o tratamento de Kennedy”, escreveu, na época, Smith.

Em janeiro de 2022, a Suprema Corte americana concordou em receber um recurso no caso. No final de abril, a Corte ouviu argumentos orais com os juízes debatendo se a prática de oração de Kennedy era ou não coercitiva.

Com informações The Christian Post

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