Teatro – Abram alas para a arte de evangelizar

Espetáculo "Rua Azuza". da Cia Nissi. Foto: Amanda Poso

Várias igrejas do Brasil tem apostado na arte teatral para evangelizar e ganhar vidas para Deus. “É possível fazer um teatro com qualidade, respeitando a arte e pregando a palavra de Deus”, diz Caíque Oliveira, do Ministério Jeová Nissi

O teatro, expressão das mais antigas do espírito lúdico da humanidade, é uma arte cênica peculiar, pois embora tome quase sempre como ponto de partida um texto literário. Pode ser uma comédia, um drama e outros gêneros.

Exige uma segunda operação artística: a transformação da literatura em espetáculo cênico e sua transformação direta com a platéia. O certo é que essa manifestação artística encanta. Essa tem sido cada vez mais usada nas igrejas evangélicas do Brasil como ferramenta de evangelização.

Caíque Oliveira é um dos percursores no Brasil nesta área. Há 19 anos ele lidera o Ministério Jeová Nissi, que percorre o país usando a arte como ferramenta de inclusão social e orientação às famílias de várias classes sociais. Ele afirma que o teatro é o braço do evangelismo.

“As vezes vamos a lugares que não permitem a entrada de um pastor, e com uma peça de teatro conseguimos alcançar um número de pessoas grande. Através de parábolas passamos a mensagem. Estamos numa geração muito visual e o teatro preenche essa lacuna e beneficia o crescimento da igreja”, explicou.

Mas no início teve tabus. As dificuldades vieram para a continuidade do ministério. “Quando começamos, esse ministério era mal visto o grupo de teatro nas igrejas. Tinha muita resistência por parte dos cristãos, que afirmavam que não era de Deus”, contou.

Porém, hoje, segundo Caíquie, a realidade é outra. 90% das igrejas tem um grupo de arte, seja de dança ou de teatro. “Nós mostramos que além de darmos oportunidades para jovens talentosos dentro da igreja, foi percebido que era algo que seria uma bênção para a igreja. Houve uma abertura grande dos pastores porque viram que as almas eram salvas. E a arte começou a crescer. E eu fico feliz por esse crescimento”, diz.

Foto: Amanda Poso
O Ministério

Caíque, que já trabalhava com teatro no meio secular, ousou sonhar com um grupo que largasse tudo para falar do amor de Deus através da arte. Iniciou o ministério com 12 jovens com a peça “Jardim do inimigo”. E de lá para cá só expandiu.

“No início eu percebi que teatro era uma lacuna na igreja e comecei a sonhar em implantar isso dentro da igreja. Então reuni alguns jovens de várias denominações que tiveram interessa em atuar no teatro. Dei aula para eles, vimos resultados e as portas começaram a se abrir. E por conta disso, tivemos confirmação de Deus que deveríamos trabalhar no ministério de tempo integral. Entendo que a renúncia leva milagres. Vimos os resultados nas apresentações, pois muitas pessoas se convertiam. Vejo que é possível fazer um teatro com qualidade, respeitando a arte e pregando a palavra de Deus”, disse.

O último musical realizado pelo Ministério foi o Rua Azuza, que ainda está em cartaz em São Paulo. O espetáculo, que tem uma temática cristã, tem encantado pessoas até do meio secular. A tendência, segundo Caíque, é o crescimento ainda mais do teatro dentro da igreja.

“Eu posso ver um futuro do teatro na igreja muito próximo. O Brasil já começou a enxergar esse crescimento. E daqui para frente eu vejo que é só a igreja experimentar o profissionalismo pleno com a arte dentro da igreja”, concluiu.

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