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sexta-feira, 5 DE dezembro DE 2025

Tassos Lycurgo alerta sobre o ataque cultural à família cristã

A família cristã é a expressão de estabilidade e amor em meio a uma cultura que redefine valores e vínculos - Foto: Freepik

Ao comentar sobre reality show pastor afirma que há uma agenda ideológica anticristã que busca descristianizar o Ocidente e enfraquecer o modelo bíblico de família

Por Patrícia Esteves

A estreia do reality Terceira Metade, no Globoplay, reacendeu discussões sobre os valores transmitidos pela cultura de massa. O programa, lançado em julho de 2025 e apresentado por Deborah Secco, reúne casais e candidatos em busca de relações a três (os chamados trisais), promovendo debates sobre ciúme, monogamia e modelos afetivos alternativos.

Ao refletir sobre o conteúdo, o pastor Tassos Lycurgo afirmou que produções como essa representam mais do que entretenimento, seriam parte de um processo de “descristianização do Ocidente”. Segundo ele, há uma “cooptação dos meios de entretenimento e também de educação por vertentes anticristãs provenientes do comunismo ideológico”.

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Tassos Lycurgo alerta sobre o ataque cultural à família cristã
Tassos Lycurgo faz reflexão sobre o papel da família cristã diante de reality que promove relações abertas e novos arranjos afetivos – Foto: Arquivo Pessoal

Em seu comentário, Lycurgo associou o fenômeno a um projeto cultural mais amplo. “O marxismo ideológico, ao adentrar no meio do entretenimento, levou adiante o seu objetivo, que é o de descristianizar o Ocidente”, disse. Ele entende que essa transformação se manifesta principalmente em um “ataque feroz a uma das duas mais importantes instituições do cristianismo, que é a família”, sendo a outra a própria Igreja.

O pastor menciona que essa estratégia teria raízes em pensadores da Escola de Frankfurt, “notadamente por meio de Marcuse e outros”, que promoveram, segundo ele, “um ataque à ordem natural da sexualidade”.  O pastor faz referência a Herbert Marcuse, filósofo da Escola de Frankfurt que, ao propor uma crítica à moral tradicional e à repressão sexual, influenciou movimentos culturais que questionaram os valores familiares do Ocidente.

Lycurgo enfatiza o valor da simplicidade e da estrutura familiar tradicional. “Não há nada mais extraordinário do que um homem simples, uma mulher simples e seus filhos simples. Qualquer família, por mais simples que seja, do pai, a mãe e os filhos, é um elemento extraordinário”, reflete.

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Para ele, o enfraquecimento desse modelo tem consequências profundas. “Quando você destrói a família, todos os demais elementos são destruídos. O que você está fazendo, na realidade, é destruindo a base mais sólida da sociedade que irá afetar não apenas a família, mas a sociedade como um todo”, sintetiza o pastor.

O programa em questão

No Terceira Metade, casais e influenciadores (alguns atuando como criadores de conteúdo adulto) expõem suas experiências e desafios em relações abertas. A proposta, segundo o material de divulgação do Globoplay, é “questionar a monogamia e explorar novas formas de amor”.

Para o pastor Tassos Lycurgo, no entanto, esse tipo de narrativa cultural “é uma produção notadamente anticristã, que tem por intuito o que nós já sabemos, que é destruir a família”. Ele defende que os cristãos precisam discernir o que consomem e o que promovem dentro do lar. “Não devemos promover esse tipo de programas no nosso seio familiar, no nosso meio familiar. Nós devemos sempre promover a ideia de que não há instituição mais sólida do que a família nuclear”, exorta.

Lycurgo reitera que “não há modelo mais eficaz e mais importante de propagação da sociedade de forma sólida do que o da família bíblica, o pai, a mãe e seus filhos”. Para ele, a Igreja precisa ser mais firme diante das novas pautas culturais. “Muitas vezes a igreja está se sentindo atacada, acovardada, quando na realidade deveria propor o modelo bíblico de casamento, a família bíblica, propor o amor genuíno como a base da família”, afirma.

Ao encerrar sua reflexão, o pastor faz um alerta sobre os efeitos espirituais e emocionais de uma cultura que trata pessoas como descartáveis. Para ele, o papel da Igreja é reafirmar o valor de cada indivíduo e promover famílias sustentadas pelo amor verdadeiro. “Nós não podemos brincar com as pessoas e devemos promover uma família cujo laço de união se consubstancia no amor verdadeiro”, conclui.

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