Arrependida, Suzane Richthofen quer ser pastora

Suzane von Richthofen chega na Penitenciária Feminina de Tremembé após a 'saidinha de Dia das Crianças' em 2019 Foto: Jefferson Coppola Foto: Reprodução

Suzane Richthofen participou de um culto na igreja Quadrangular Central, em SP e deu um depoimento de 30 minutos aos sobre a sua trajetória. Ela pretende ser pastora, e esbarra em teste que a define como “manipuladora”

Presa na Penitenciária Feminina de Tremembé (SP) por ter assassinado os pais em 2002, Suzane Richthofen pretende seguir uma nova missão. Segundo publicação da revista Época, ela revelou ter o sonho de se tornar pastora. E está muito envolvida com a Igreja do Evangelho Quadrangular Central.

Beneficiada com o indulto no Dia das Mães, em maio, Suzane Richthofen participou de um culto na igreja. Na ocasião, subiu ao púlpito e deu um depoimento de 30 minutos sobre a sua trajetória. Emocionada, ela se diz arrependida. Sem entrar em detalhes sobre o crime, contou que matou os próprios pais porque foi seduzida pelo “Diabo”.

E chegou a relatar que se sente curada após conhecer a Bíblia. Segundo a reportagem de Época, a Bíblia virou objeto permanente na cela de Suzane. A jovem passou a ler com mais frequência. Na cadeia, Von Richthofen costuma ler a Bíblia para decorar passagens sobre arrependimento e perdão.

Disfarce

De acordo com a reportagem de Época, para não ser reconhecida na rua, Suzane Richthofen recorre a um disfarce. Amarra os cabelos compridos e coloca uma peruca chanel de fios pretos. Quando perguntam como se chama, ela responde: “Louise”. É o seu segundo nome de batismo.

O disfarce só é deixado de lado à noite, quando frequenta os cultos da Igreja do Evangelho Quadrangular Central. No local, Suzane é tratada como celebridade e chamada para tirar selfies com os fiéis.

Visita à igrejas

Além da Quadrangular Central, Suzane costuma ir à Comunidade Moriá. Uma igreja de Taubaté (SP) com presença nas penitenciárias de Tremembé.

Ela tem dito que quer ser pastora. O pastor Euclides Vieira relatou à Época que ela pretende ser missionária primeiro e só depois fazer pregações.

Em uma entrevista concedida em 2015 à TV Record, Suzane Richthofen se disse arrependida. “Naquele dia eu estraguei a minha vida e da minha família inteira sem caminho de volta, eu queria ter feito diferente”, confessou.

Diagnóstico

Apesar das saidinhas do presídio de vez em quando, Suzane Von Richthofen não consegue autorização para cumprir o restante da sentença de 39 anos em liberdade.

Submetida a um teste de suas funções psíquicas, ela foi classificada como “vazia, infantilizada, manipuladora, desvalorizadora do ser humano, dissimulada e egocêntrica”. O diagnóstico pode ate impedir que ela volte a ter o benefício do indulto.

Filme

As filmagens do longa A menina que matou os pais , do diretor Mauricio Eça, foram encerradas na semana passada. O filme mostra a história de Suzane von Richthofen (interpretada pela atriz Carla Diaz), a jovem que orquestrou o assassinato dos pais a golpes de porrete, em 2002.

Segundo o produtor Marcelo Braga, o longa foi filmado em 33 dias e custou cerca de R$ 8 milhões. “Como o país está polarizado, estou esperando críticas por abordar um tema tão controverso”, disse.

Sobre o filme, Suzane já afirmou ser contra a produção e ter ficado “muito triste” ao saber que o crime será reproduzido nas telas do cinema.

*Com informações de Época


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