Paulo Cesar da Silva, de 51 anos, se apresentou espontaneamente à polícia e alegou desentendimento entre vizinhos como motivação para o crime
Por Cristiano Stefenoni
A morte do agricultor Claudecir Costa Lima, de 52 anos, e de seu filho Felipe Willyan Cardoso, de 17, no último sábado (6), em frente à casa da família na zona rural de São José dos Pinhais (PR), ganhou um novo capítulo com versões divergentes sobre a motivação do crime. Enquanto parentes afirmam que o ataque foi motivado por intolerância religiosa contra a fé evangélica da família, o suspeito preso e que confessou o duplo homicídio atribuiu a violência a desentendimentos pessoais.
A esposa de Claudecir e mãe de Felipe, Rosimari Costa Lima, reforçou que ouviu da própria mulher do suspeito que ele “não gostava da gente porque nós éramos crentes”, e que a intenção seria matar toda a família por causa da crença religiosa. Ela descreveu o marido e o filho como pessoas pacíficas e afirmou que a dor da perda é agravada pela falta de justificativa plausível para a violência.
O suspeito, identificado como Paulo Cesar da Silva, de 51 anos, se apresentou espontaneamente à Delegacia de São José dos Pinhais na manhã de terça-feira (9) e confessou ter matado o pai e o filho.
De acordo com as autoridades policiais, ele admitiu ser o autor dos disparos, mas negou que o crime tenha sido motivado por preconceito religioso, alegando que o motivo era um histórico de desentendimentos com as vítimas sobre o estacionamento de veículos e provocações no entorno da chácara onde moravam. Disse ainda que costumava até fazer cultos na sua casa, contrariando, na sua opinião, a versão de intolerância religiosa.
Nas imagens captadas por câmeras de segurança na noite do crime, o suspeito aparece chegando em um caminhão, chamando Claudecir para fora da residência, retornando ao veículo para pegar uma espingarda e, em seguida, efetuando os disparos. Ao ouvir os tiros, Felipe aproximou-se de uma janela e também foi baleado.
O caminhão e a arma foram posteriormente encontrados no bairro Umbará, em Curitiba. Apesar de ter confessado o crime, o suspeito permanece em liberdade, pois não foi detido em flagrante e, segundo a Polícia Civil do Paraná, a prisão preventiva ainda não foi decretada. O delegado responsável disse que seguirá ouvindo testemunhas e reunindo elementos de prova para avaliar a necessidade de solicitar a prisão ao Judiciário.
A família, por sua vez, pediu formalmente a prisão do homem, argumentando que ele representaria perigo concreto se mantido solto e que a violência cometida foi cruel e injustificável. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer definitivamente a motivação e confirmar se houve ou não intolerância religiosa como fator determinante, enquanto a comunidade local lamenta a perda de duas vidas em circunstâncias ainda controversas. Com informações do RIC.com
Indústria tem altas e quedas regionais em novembro, diz IBGE - IBGE aponta crescimento da produção industrial em novembro, com destaque para Mato Grosso e Espírito Santo; Goiás e Amazonas apresentam quedas
PF investiga Tanure por fraudes ligados ao Banco Master - A PF avança com busca e apreensão contra Nelson Tanure, acusado de operações irregulares no Banco Master, em nova fase da Operação Compliance Zero 
