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sábado, 15 agosto, 2020

Exemplos pra mim: Renasceram em Cristo e venceram a batalha

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Quando Deus nos mostra que é possível vencer a maratona. Exemplos de quem estava no fundo do poço, mas reagiu, encontrou alegria em Deus e ainda leva esperança e renovo a outras pessoas

Por Priscilla Cerqueira

“A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.” A famosa citação do escritor japonês Haruki Murakami carrega muita verdade. Se a dor é algo que não podemos evitar, podemos sim escolher não ficar presos ao sofrimento.

Uma das questões que mais atribulam o cristão é o que fazer quando a aflição bate à porta. Que atitudes tomar em meio às dificuldades? Jesus disse aos Seus discípulos: “No mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33b). O Senhor já os alertava acerca de que teríamos momentos de muitas dificuldades enquanto vivermos neste mundo. E, principalmente, que tais tribulações servem para aperfeiçoar nossa fé em Cristo Jesus.

Homem de dores, que sabe o que é padecer. Assim era Jesus de Nazaré. Sofreu rejeição. Penou por fazer a vontade de Deus. Foi perseguido e desprezado, traído pelo preço de um escravo, trocado por um homicida e crucificado como um malfeitor. Mas não perdeu a doçura em meio às lutas. As provações não O tornaram amargurado. Mesmo crucificado, sofrendo as mais terríveis dores, não lhe faltou ternura para transmitir graça e perdão àqueles que só lhe causaram mal.

Além de Jesus, outros personagens bíblicos passaram pela caverna do sofrimento. Por pregar fielmente a mensagem de Deus, o profeta Jeremias foi considerado um traidor, desprezado, espancado e preso. Tudo por seu próprio povo! Ele viu o que havia profetizado quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém. E, mesmo em meio a tudo isso, não parou de obedecer a Deus.

A disposição do coração de Habacuque era louvar ao Senhor a todo custo (Hc 3:17-19). Ainda que a esterilidade prevalecesse, paralisando a fonte produtiva, ele louvaria o Deus da sua salvação. “Quando a fonte da nossa alegria consiste nas bênçãos que Deus oferece e não no Deus que oferece as bênçãos, nossa alegria está fadada à instabilidade; nossa fé, à fraqueza; e nosso relacionamento com Deus, à confusão”, explica o pastor Paulo Lima, do Ministério Família Debaixo da Graça, em Bragança Paulista, São Paulo.

Sofrimento

Mas o que faz alguém que esteja na caverna, no fundo do poço, querer seguir em frente? A esperança de algo melhor, a vontade de levar Cristo para alguém. O passado tenebroso da paranaense Neide Luna, 50 anos, serviu de estímulo para que ela ajudasse outras pessoas. Foi um longo caminho não só de sofrimento, mas também de livramento divino e cuidado de Deus até nos detalhes.

Uma história que começou aos 6 anos de idade. Nascida e criada em um lar evangélico, Neide teve seu roteiro de vida alterado ao passar pelo pesadelo do abuso sexual. “Nasci a pessoa certa, no corpo certo, na família certa. Tudo estava certo. Tinha uma história para viver e escrever ao longo da minha vida, até que, aos 6 anos, intervieram na minha história. Passei a ser abusada por um grupo de crianças entre 6 e 10 anos, na salinha da igreja em que frequentava com a família”, contou.

As consequências foram muitas: Neide ficou viciada em pornografia e escondia o vício dos pais. “Fui uma criança extremamente sexualizada. Enquanto meus pais estavam sentados no primeiro banco da igreja participando do culto, eu ficava atrás falando palavrão e desenhando coisas obscenas. Tornei-me uma criança rebelde e desajustada. Aos 12 anos, fui trabalhar numa casa em que o homem tinha coleção de revistas pornográficas, ali desenvolvi anda mais minha sexualidade”, relata.

E não parou por aí, a então adolescente fugiu de casa, foi morar na rua e lá tornou a ser abusada. Mas reconhece que recebeu livramento de Deus em várias circunstâncias. “Foi na rua que engravidei. Fui abusada algumas vezes. Roubava para comer e vestir. Também tive pensamentos suicidas. Foram três anos de dores e sofrimento, pois vi colegas morrerem de HIV. E eu só me empenhava em sobreviver, por isso não media esforços. Mas me lembrar disso ainda me entristece”, relatou.

Porém, a experiência mais traumática de Neide foi quando perdeu o primeiro filho. “Ele foi assassinado próximo de completar 18 anos, quando ia para a escola. Embora eu já tivesse passado por diversos abusos, foi a experiência mais traumática e dolorosa da minha vida”, revelou.

“Sou uma arrancadora de espinhos, cuidadora da terra do coração das crianças e muito grata a Deus por tudo que me proporcionou” – Neide Luna, pastora e palestrante

Perseverança e missões

Independentemente da situação, Neide nunca perdeu a consciência de que o Criador sempre estava por perto, cuidando de tudo. E, aos 29 anos, reconheceu que precisava ela estar na presença de Deus. A mudança foi imediata. Com o tempo, Neide se tornou pastora e palestrante. Já escreveu dois livros contando sua história e implantou o projeto “Chá para Bonecas”, que trabalha com prevenção de abuso sexual infantil e ensina crianças a se protegerem. “Ensinar adultos a protegerem crianças e também fazer amigos unidos pela mesma causa é o que faz valer a pena. Eu levo a prevenção para a garotada e ainda falo do amor de Deus para elas”, conta.

Neide venceu os obstáculos, vive debaixo da vontade de Deus, é feliz e nem imaginava a tamanha proporção que seu projeto alcançaria. “Já viajei para vários estados do Brasil evangelizando e prevenindo crianças do abuso infantil. Sou uma arrancadora de espinhos, cuidadora da terra do coração das crianças e muito grata a Deus por tudo que me proporcionou”, exaltou.

Perseverança é não desistir. A Bíblia relata que Paulo teve sucesso como missionário, mas passou por muito sofrimento. Em todo lugar onde pregava, fazia inimigos. Foi corrido para fora de muitas cidades, atacado, preso e até sofreu tentativas de assassinato! Mas ele amava Jesus e o seu próximo, tanto que não desanimava diante dos problemas. Seu amor o ajudava a perseverar, e os resultados foram incríveis. Assim, o apóstolo fundou muitas igrejas entre vários povos!

“A Bíblia não promete uma vida de sucessos instantâneos. Muitas vezes, o caminho para alcançar a vitória é longo e difícil, mas Deus nos ajuda a continuar fielmente. E temos esta promessa: quem persevera receberá a recompensa que Deus tem preparado”, afirma o pastor Paulo Lima.

A volta por cima

Sonhos! Quem não os tem? Mas, pelas circunstâncias e pelos entraves da vida, muitos morrem no meio do caminho ou deixam para depois e desistem. Para a jornalista cristã Sandra Freitas, 53 anos, o sonho sempre teve um significado especial: um filho. Mas isso parecia tão distante! Ela buscou todos os métodos possíveis e não conseguia engravidar.  Em março de 2005, no entanto, o sonho foi interrompido por uma tragédia.

“A Bíblia não promete uma vida de sucessos instantâneos. Muitas vezes, o caminho para alcançar a vitória é longo e difícil, mas Deus nos ajuda a continuar fielmente” – Pastor Paulo Lima, pastor do Ministério Família Debaixo da Graça, em Bragança Paulista, São Paulo

“Eu sonhava em ser mãe, meu grande problema era tentar engravidar, e perdi meu marido de um segundo para o outro em um acidente de carro. Com a morte dele, foi embora junto o meu sonho de família, de ser mãe, de construir minha casa, de ter meus amigos”, relatou.

Nascida e criada em um lar evangélico, Sandra entrou no abismo do sofrimento, perdeu a fé e tudo desmoronou. “O que perdi de pior na vida foi a minha fé. Fui criada na igreja e achava que tinha uma fé madura, que estava preparada para enfrentar as coisas. E, quando veio a tragédia, enfraqueci, achei que não era especial para Deus, pois me sentia abandonada por Ele e sem proteção. Fiquei decepcionada com Ele. Sofri muito durante uns três anos. E nesse tempo tive medo e raiva do Senhor”, lembrou.

O pastor Paulo Lima explica que, quando a pessoa que conhece a Palavra de Deus chega a esse estágio, é preciso rever conceitos, mudar de rota, por um propósito maior. “Afinal, o sofrimento é dor com propósito, e se o propósito glorifica a Deus, então não é algo que devemos querer evitar, mas é aí que devemos confiar ainda mais no Senhor, pois Ele tem melhor para os Seus. Podemos ganhar através da perda.”

Você dorme e acorda e, quando se lembra daquela perda que experimentou, chora, seu coração se fecha, e as lágrimas vêm. Não consegue fazer outra coisa a não ser soltar gemidos profundos de dor.

No seu livro “O que Fazer Diante da Perda”, o pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista Lagoinha em Belo Horizonte (MG), mostra que “podemos ser diferentes no nosso exterior, mas o nosso coração é o mesmo. Temos sentimentos, choramos, sofremos com as mesmas dores, mas podemos fazer como Davi, que buscou a Deus nos momentos de perdas e tudo o que lhe foi tirado o Senhor restituiu”.

Após quatro anos mergulhada na depressão, Sandra voltou aos caminhos do Senhor, mas ainda com o coração duro e enxergando-se como vítima.  Em julho de 2018, lançou o livro “Acredite no Seu milagre”, contando a história do encontro com o amor da sua vida, o seu filho, o qual chama de milagre. Com um relato que emociona, ela revela quando deixou de ser uma vítima da fatalidade para voltar a viver sob os cuidados de Deus.

Sua vida tem servido de inspiração para muitas pessoas. A jornalista congrega na Missão Praia da Costa, em Vila Velha (ES), mas tem percorrido as igrejas do Estado levando esperança aos irmãos em Cristo, fortalecendo a certeza dos propósitos e do cuidado de Deus para nossas vidas, através de seu testemunho.

“A fé depende de uma decisão, e eu decidi me alimentar com coisas que pudessem fortalecer a minha. Voltei à igreja de uma forma totalmente comprometida, e minha vida se transformou. Deus tirou meu emprego e passei a depender inteiramente d’Ele e do meu marido. Precisei reconstruir tudo, mas Deus restaurou minha vida espiritual e minha família. Tenho certeza de que Deus sempre esteve comigo mesmo quando achei que Ele tivesse me abandonado. Minha fé está firmada na rocha, e sou muito grata ao Senhor por tudo o que vivi”, declarou.

Sandra deixa uma mensagem de esperança para os leitores. “Deus é o autor da nossa história. O momento que está passando hoje, seja de alegria, seja de dor, seja de angústia, faz parte da história que Deus está escrevendo para a nossa vida”, concluiu.

“Precisei reconstruir tudo, mas Deus restaurou minha vida espiritual e minha família. Tenho certeza de que Deus sempre esteve comigo mesmo quando achei que Ele tivesse me abandonado” – Sandra Freitas, jornalista

Ele pode tudo

Certa vez o historiador Robert Grant afirmou que “é difícil achar qualquer grão não milagroso no Evangelho”. Jesus não apenas pregou a chegada do reino de Deus, como também a demonstrou através do ministério de cura, da expulsão de demônios e de outros milagres, que faziam normalmente parte do Seu ministério (Mateus 4:23).

Os feitos extraordinários de Jesus Cristo marcam a humanidade ainda hoje. Antes d’Ele não se viu e depois dEle não se ouviu falar de alguém tão poderoso. E milagre foi justamente o que Marta Cristina Gomes, 62 anos, da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, São Paulo (SP), experimentou.

Em uma vida inteira no Evangelho, a psicopedagoga jamais imaginou o que viria pela frente. Em janeiro de 2016, a vida virou ao avesso quando descobriu um câncer. “Eu estava de férias com a família no interior do Rio de Janeiro e comecei a passar mal com gastrite. Fui ao médico e ele disse que não era nada. Três meses depois, passei mal novamente, fui diagnosticada com infecção urinária. E, poucos dias depois, meu marido me levou ao hospital, pois não aguentava de dor. Então, a ressonância encontrou um tumor entre o coração e o pulmão”, contou.

O tratamento foi um período marcado por dores e sofrimento. “Meu estado de saúde se tornou delicado, comecei a fazer quimioterapia, fiquei 47 dias internada. O tumor dobrou de tamanho e afetou a medula, o baço e o fígado. Chegou um momento em que eu não conseguia respirar direito e nem andar. E durante a internação, contraí uma infecção generalizada. Tive embolia pulmonar, trombose, tudo resultado do câncer. Fiquei bem debilitada, e o médico me deu 10% de chance de vida. Cheguei a ficar internada na UTI, me despedi do meu marido, e ainda pedi que cremasse meu corpo quando morresse”, revelou.

“Com a doença, eu aprendi a ter mais graça com a vida, reclamar menos e olhar as pequenas coisas. Também fiquei ainda mais estimulada a falar de Jesus para outras pessoas” – Marta Cristina Gomes, da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, São Paulo (SP)

Inesperadamente, sete meses após ser acometida com o câncer, Marta recebe a boa notícia. “Fiquei muito feliz ao saber que tinha sido curada milagrosamente. Mas continuei fazendo quimioterapia por mais quatro meses para o câncer não voltar. Isso tudo foram a graça de Deus e o cuidado dEle para com a minha vida. Não tenho dúvida de que estou viva pela graça de Deus. Os médicos me chamam de milagre de Deus. Durante o tempo em que estive internada, nunca perdi a esperança. Eu sabia que o Senhor estava cuidando de tudo”, explicou.

Marta ganhou uma nova chance de vida e um novo estímulo para viver. “Com a doença, aprendi a ter mais graça com a vida, a reclamar menos e a olhar as pequenas coisas. Também fiquei ainda mais estimulada para falar de Jesus a outras pessoas. Por onde vou, falo desse Deus que me curou. A gente cresce como pessoa e como cristão”, concluiu.

Sofrimento, o preço da Missão (Hagnos)
Arival Casimiro e Hernandes Dias Lopes

 

 

 

 

 

Questão de fé, uma história de milagre e superação (Central Gospel)
Josyanne

 

 

 

 

 

O problema do sofrimento (Vida)
C. S. Lewis

 

 

 

 

 


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