Malásia abre inquérito sobre sumiço de casal cristão

Malasia
Familiares dos cristãos desaparecidos da Malásia fizeram um protesto em 2019 (Foto: Portas Abertas)

O início das investigações do “sumiço” está marcado para o dia 18 de fevereiro. O fato ocorreu no ano de 2016, e até o momento não foi solucionado

Um inquérito vai investigar o desaparecimento do casal cristão Joshua e Ruth Hilmy. A Comissão de Direitos Humanos da Malásia (Suhakam) anunciou a realização da sindicância que investiga os sumiços.

O fato aconteceu em 30 de novembro de 2016. Após o ocorrido, não houve mais informações sobre o pastor ex-muçulmano e a cristã da indonésia.

O trabalho está programado para começar no dia 18 de fevereiro. ” Queremos ver como o Suhakam está planejando trazer à luz o desaparecimento de Joshua e Ruth Hilmy, por meio da realização de um inquérito público, para ajudar as autoridades com a investigação em andamento”, afirma um porta-voz do departamento jurídico da Portas Abertas.

Segundo o colaborador, a decisão pode ter impacto na resolução dos desaparecimentos do pastor Raymond Koh e do ativista Amri Che Mat. A Portas Abertas noticiou o inquérito feito pelo Suhakam em abril de 2019.

O relatório confirmou o envolvimento de agentes do estado no sequestro do líder cristão no dia 13 de fevereiro de 2017. Logo, ressaltou a semelhança nos sumiços de Koh e Amri Che Mat, desaparecido no final de 2016.

Comissão de Direitos Humanos

A Comissão de Direitos Humanos da nação recomendou a criação de uma força tarefa independente para apurar o envolvimento da polícia especial nos desaparecimentos.

A esposa de Koh, Susanna Koh, já havia questionado a confiabilidade das investigações em junho de 2019. Na época, o ministro do Interior da Malásia, Muhyiddin Yassin, respondeu que não tinha recebido o relatório completo do inquérito.

“Recomendações do inquérito público da Comissão de Direitos Humanos do país devem ser seguidas e totalmente implementadas pelo Governo da Malásia, com investigações realizadas de forma independente, transparente, confiável e justa”, conclui o jurista.

*Com informações de Portas Abertas.